De novo na liderança

A 5 jornadas do fim do Campeonato, lá estamos de novo em primeiro. A liderança do Braga durou pouco. Leonardo Jardim quis ganhar na Luz, arriscou e acabou por perder. Vida de treinador.

No Dragão, o Porto cumpriu a sua obrigação. Sempre nos serviços mínimos, como tem sido esta época, mas como às vezes nem issso… Agora vem Braga e uma semana que pode ser decisiva. Não ganhando, corremos o risco de ser ultrapassados pelo Benfica, embora não esteja muito bem a ver o Sporting a deixar-se vencer em Alvalade.

Palpites? Nenhum. Esta época já provou que os palpites saem sempre errados. E o Porto 2011/2012 não é certo, não é nada certo. 

O Braga merece ser Campeão

É com pena que o digo, mas se o resto da época confirmar as actuais tendências, o Braguinha – clube de que aprendi a gostar desde os tempos do Domingos – merece ser Campeão Nacional. É que já se percebeu que, para o FC do Porto desta época, tanto faz ser Campeão ou não.

Para este FC do Porto, não há jogos decisivos, não há momentos do tudo ou nada, não há o agora ou nunca. Este FC do Porto entra em campo sempre da mesma maneira – sem garra, sem vontade – e no fim tem a lata de se queixar da arbitragem. Faz-me lembrar as equipas pequenas – vai à Luz agigantar-se contra um grande, mas depois é incapaz de ganhar à Académica e ao Paços de Ferreira.

Somos Porto, somos. Mas o Porto não é isto. Nós somos Porto. Eles não.

Em Paços é decisivo

É um daqueles momentos que podem significar a vitória ou a derrota no Campeonato. Depois do empate do Benfica, podemos repor a vantagem de 3 pontos que tínhamos após os 3-2 no Estádio da Luz. Com a diferença de que, a partir de hoje, faltarão menos 3 jogos para o fim.

Não estou a esquecer o que aconteceu contra a Académica. Era mais um momento decisivo, mas foi o que se viu. E não, não estou a esquecer o Braguinha nem o mísero ponto de avanço que nos separa deles. Mas um de cada vez.

As senhoritas podiam ficar cansadas?

Sei que as senhoritas têm um jogo importante no próximo fim-de-semana para o Campeonato. Mas será que ficavam cansadas se fizessem 2 jogos numa semana?

Compreende-se que o Benfica tenha poupado jogadores. Afinal, ainda está na Liga dos Campeões e na quarta-feira joga com o Chelsea. O FC Porto não. É a diferença entre os grandes treinadores, que querem ganhar tudo, e os treinadores sofríveis, que já ficam contentes se ganharem uma das provas em que estão envolovidos.

És a nossa Fé!

O Sporting está de Parabéns e deu uma grande alegria a todos aqueles que gostam de futebol em Portugal, independentemente do seu clube. Não é para qualquer um ir a Manchester e marcar dois golos que significaram a passagem da eliminatória. Da mesma forma que não é para qualquer um conseguir ultrapassar uma equipa cujo orçamento é milionário e muitas vezes superior ao do Sporting. Aos que criticam o futebol português, pergunto eu em que área da economia é que uma empresa portuguesa se consegue superiorizar desta forma a uma inglesa?

No final, fico a pensar para mim mesmo por que razão perdemos em casa e levámos 4 fora contra este Manchester City?

Imperdoável

Vindo da festa da Nextpower Norte em Braga, não pude ver o jogo do FC Porto com a Académica. Por isso e porque não me apetece estar uma semana a dizer uma coisa e na semana seguinte o seu contrário, não me vou alongar.

Ainda assim, sempre direi que é a todos os títulos imperdoável perder pontos em casa uma semana depois de ganhar na Luz e de passar para a liderança da classificação. É nestes jogos que se perdem os campeonatos e pensei que o FC Porto não mais iria voltar aos inícios dos anos 80, quando este tipo de situações era frequente.

Pelo que pude ir ouvindo pelo relato da TSF, a equipa entrou amorfa, sem alegria, sem vivacidade. Parecia que não precisava de ganhar o jogo. E quando acordou já era tarde. Ora, quando um colectivo se comporta assim, de quem é a culpa? A quem cabe estimular os jogadores e fazê-los perceber que a ideia é marcar logo nos primeiros minutos para evitar sobressaltos mais à frente? Quem é que não percebe que a parte psicológica é tão ou mais importante que a parte táctica? Pois…

Um FC Porto – Académica de tempos idos (1999)

 

Treinado por Fernando Santos, o FC Porto deu neste jogo mais um passo para se sagrar Campeão Nacional pela 5.ª vez consecutiva – o almejado Penta. Já cheirava ao título, que seria conseguido poucos dias depois.

Neste jogo contra a Académica, que vencemos por 7 – 1, Jardel marcou 3 golos, preparando-se assim para conquistar a Bota de Ouro. Os outros golos do FC Porto foram marcados por Esquerdinha, Chainho, Zahovic e Jorge Costa.

 

 

O Benfica e a Olivedesportos: Um bom sinal para os clubes

A recusa do Benfica em assinar o contrato de exclusividade com a Olivedesportos é uma boa notícia para os clubes portugueses. Já sei que cada caso é um caso e que o Benfica é o Benfica. Sei também que é tudo uma questão de negociação para que, no final, o contrato seja assinado por valores maiores.

Mesmo assim, não podemos esquecer que a Olivedesportos construiu o seu império à custa das dificuldades económicas dos clubes portugueses. Aproveitando os momentos de «corda na garganta», a Olivedesportos chegava-se sempre à frente. Uns milhares de contos para pagar os salários dos jogadores e, em contrapartida, lá estava o prolongamento do contrato de transmissão dos jogos por mais uns anitos. Foi assim durante anos e anos e presumo que continue a ser.

E porque isto de gerar receitas para depois outros lucrarem com elas está errado, o Benfica, podendo, fez muito bem em bater o pé à empresa. Que terá de pagar um valor mais justo se quiser transmitir os jogos do clube.

 

Nota: É curioso ver até que ponto pode ir o anti-portismo noutros blogues da especialidade. Que o Benfica fez muito bem porque a Olivedesportos é do FC Porto. Que por isso mesmo a Olivedesportos é o inimigo a abater. Que os jogos do Benfica valem mais do que os do FC Porto (se têm mais adeptos, queriam que valessem menos?). Esta gente parou no tempo do presidente Vale de Azevedo – só lhes falta pedir a extinção da Olivedesportos, de tanto azul que vêem em tudo o que escrevem.