Aleluia!


Dúvida? Não. Mas, luz, realidade
e sonho que, na luta, amadurece.
– O de tornar maior esta cidade.
Eis o desejo que traduz a prece.

Só quem não sente o ardor da juventude
poderá vê-la, de olhos descuidados.
Porto – palavra exacta. Nunca ilude.
Renasce, nela, a ala dos namorados!

Deram tudo por nós estes atletas.
Seu trajo tem a cor das próprias veias
e a brancura das asas dos poetas…
Ó fé de que andam nossas almas cheias!

Não há derrotas quando é firme o passo.
Ninguém fale em perder! Ninguém recua…
E a mocidade invicta em cada abraço
a si mais nos estreita. A pátria é sua.

E, de hora a hora, cresce o baluarte!
Lembro a torre dos Clérigos, às vezes…
Um anjo dá sinal quando ele parte…
São sempre heróis! São sempre portugueses!

E, azul e branca, essa bandeira avança…
Azul, branca, indomável, imortal.
Como não pôr no Porto uma esperança
se “daqui houve nome Portugal”?

Pedro Homem de Mello

Um Marítimo – Porto de tempos idos (1986)

Não há muitos anos, o Porto sagrou-se virtualmente Campeão Nacional na Madeira. Ainda na época passada, fomos aos Barreiros terminar com uma vitória uma época inacreditável. Hoje, é um dos mais decisivos Marítimo – Porto dos últimos anos e a verdade é que podemos ser campeões já amanhã. Ou não.

Recordando tempos idos, o Marítimo – Porto da época 1986/87 foi fácil. Vitória por 4-1 com 3 golos de Gomes e um de Futre. Quando terminou essa jornada, a 13.ª, estávamos em 2.º lugar a 2 pontos do Benfica. No final da época, perdemos o Campeonato, mas fomos Campeões Europeus pela primeira vez.


 

 

 

Já cheira ao título

Como já aqui escrevi antes do Porto – Beira-Mar, o próximo jogo na Madeira é decisivo e o maior obstáculo que temos até ao fim do Campeonato. Ganhando na Madeira, e mesmo que o Benfica ganhe o seu jogo, podemos fazer a festa na jornada seguinte no Dragão.

No Sábado, a equipa voltou a não deslumbrar, mas não vacilou. Mostrou que estava ali para amealhar os 3 pontos e, mais uma vez, Hulk foi decisivo. Vítor Pereira geriu bem o jogo e, agora, resta-lhe não fazer grandes asneiras para termos mais uma festarola a 5 de Maio… se não for antes.

 

O melhor do mundo passou por esta casa

 

Ouvi o Barcelona – Real de Madrid através do relato do João Ricardo Pateiro na TSF. E dei um pulo de alegria quando o Cristiano Ronaldo marcou aquele quer seria o golo da vitória do Real.

Nunca pensei fazê-lo. Sempre gostei muito do Barcelona, um clube que tem muitos pontos de contacto com o FC do Porto. É o segundo clube do país, representa a segunda cidade do país e é o símbolo de uma região, a Catalunha. Nunca gostei especialmente do Real de Madrid, mas agora está lá alguém que me diz directamente respeito. Que diz directamente respeito a todos os portistas.

Nunca consegui compreender os fanáticos que insultam os jogadores e treinadores que antes idolatravam só porque agora não estão no seu clube. É por isso que serei «Mourinho Forever», vá ele para onde for. E é também por isso que estou muito contente com a vitória do Real na casa da dita melhor equipa de todos os tempos.

 

Havíamos d’ir a Viena, ó meu amor (A qualificação para a Final)

Dinamo de kiev – fc porto by Ricardo Santos Pinto

Voz de Desidério Amaro na Rádio Porto (relato do 1.º golo) e de David Borges na Antena 1 (comentário ao jogo)

 

 

Faz hoje 25 anos que o Porto se qualificou para a Final de Viena, vencendo o Dínamo de Kiev por 2-1 depois de ter conseguido idêntico resultado no Estádio das Antas. Uma entrada de rompante, com 2 golos nos primeiros minutos, por Celso e Gomes, e o resto do jogo a controlar um Dínamo que teria de marcar 4 golos. Em Viena, a 27 de Maio, o Bayern de Munique, que eliminou o Real de Madrid, seria o nosso adversário.

Os sons, as imagens e os textos que hoje vos trago fazem parte de uma das mais belas páginas da história do FC do Porto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que falta jogar deste Campeonato

Em condições normais, o Porto será Campeão. Mas como a prestação da equipa nesta época tem sido tuddo menos normal, vamos continuar na expectativa nas próximas semanas.

O próximo jogo é em casa com o Beira-Mar, equipa que em princípio está livre de perigo e que não deve levantar dificuldades. A história diz-nos, apesar de tudo, que a equipa de Aveiro já ganhou 2 vezes e empatou 4 em nossa casa. Com treinador novo e na ânsia de garantir matematicamente a permanência, pode criar dificuldades. E já vimos como lida o Porto 2011/2012 com este tipo de jogos.

Na jornada seguinte, vamos à Madeira defrontar o Marítimo. Deslocação tradicionalmente difícil, contra uma equipa em luta pelo 4.º lugar, pode abanar a estrutura em caso de empate ou derrota. O número de vitórias do Porto nos Barreiros é quase igual à soma das derrotas + empates, pelo que encaro este como o jogo mais difícil dos 4 que ainda faltam.

Ganhando os 2 jogos anteriores, a recepção ao Sporting poderá significar a consagração. O Sporting é sempre difícil, ainda para mais quando está com os índices motivacionais em alta. Mas sabemos que não tem sido contra os grandes que este Porto tem vacilado e, podendo selar nesse dia a vitória no Campeonato, não me parece que falhe. Um factor poderá ser importante para o desfecho do jogo: vencendo o Atlético de Bilbao, como se espera, nas meias-finais da Liga Europa, o Sporting jogará 3 dias depois a Final da prova em Bucareste. E como é óbvio, o jogo do Dragão, por mais que digam os seus responsáveis, ficará para segundo plano.

Resta o jogo de Vila do Conde, espera-se que para cumprir calendário e para fazer a festa. Fica o simbolismo de terminar a época no mesmo local onde há 25 anos a começámos (Porto – Rabat Ajax), numa odisseia que só terminou em Viena. Sem nada a ganhar nem a perder, e no caso de não sermos ainda matematicamente Campeões, o Rio Ave pode provocar calafrios. Já lá empatámos 7 vezes, embora só tenhamos perdido numa ocasião.

Claro que todos estes raciocínios só funcionam se Benfica e Braga ganharem todos os seus jogos. Mas felizmente, esses são os últimos com que temos de nos preocupar.

 

Havíamos d’ir a Viena, ó meu amor (Porto – Dínamo de Kiev)

Faz hoje 25 anos que o Porto jogou a 1ª mão das meias-finais da Taça dos Campeões Europeus que haveria de ganhar, em Viena, contra o Bayern de Munique. O adversário das meias-finais foi o Dínamo de Kiev, uma das melhores equipas da Europa naquela época. A vitória por 2-1, com golos de André e Futre, foi muito magra, sobretudo porque a exibição foi de luxo. O golo dos soviéticos, quando o resultado estava em 2-0, gelou o Estádio das Antas e comprometeu seriamente a concretização do sonho. A 2ª mão, em Kiev, viria a provar o contrário. 

 

  

 

 

Faltam 4 finais

O Porto cumpriu a sua missão e agora espera pelo jogo de Alvalade. Faltam 4 das 5 finais que estavam em disputa. Uma defesa segura, com um Otamendi imperial, um meio-campo trabalhador e um ataque que cumpriu os mínimos. Hulk ia marcando o golo do ano no fim da primeira parte, mas acabou mesmo por marcar na segunda. Vítor Pereira, quase no fim, fez uma daquelas substituições – tirar um avançado e meter mais um central – que lhe iria valer o epíteto de besta se as coisas não tivessem corrido bem. Assim, é bestial, pá.

Uma palavra para o Braga. É a diferença entre ser um grande e não o ser. O Braga ainda não chegou lá. A nível individual, mesmo que tenha estado ligado ao golo, de que precisa mais Hugo Viana para ser chamado à Selecção?

Agora é esperar. Por Alvalade e pelos 4 jogos que faltam. E mesmo que o Benfica ganhe ao Sporting, tudo depende apenas de nós. O que não é tão bom assim. Afinal, se nada há a apontar nos jogos com os grandes, tem sido com os pequenos que mais temos falhado. E é precisamente nesses jogos que se ganham (e se perdem) os Campeonatos.

Um Braga – Porto de tempos idos (1984)

 

Perto do Natal de 1984, no primeiro ano sob o comando de Artur Jorge, o Porto visitou Braga enquanto, na mesma jornada, o Benfica visitava Alvalade. Coicidências…

Foi um jogo cheio de ritmo e de emoção. O Porto ganhou por 3 – 2 com um «hat-trick» de Gomes, que nesse ano conquistaria a sua segunda Bota de Ouro. O Porto seria Campeão Nacional, ao fim de 6 anos, com um avanço considerável sobre o segundo classificado.

E hoje?