Selecção Nacional: O fim do mito Scolari

Sejamos claros: em menos de 2 anos à frente da Selecção Nacional, Paulo Bento fez muito mais do que Luiz Felipe Scolari em 6 longos e penosos anos como seleccionador. 

Basta comparar o europeu que agora termina com o Euro 2004 organizado por Portugal. Convenhamos que chegar às meias-finais, onde fomos eliminados apenas nos penalties por uma Espanha Bicampeã da Europa e Campeã do Mundo, que vulgarizámos, não é bem a mesma coisa que perder uma Final em casa contra uma fraquíssima Selecção da Grécia.

Não adianta esconder que Paulo Bento tinha ao seu serviço uma equipa pouco mais do que sofrível. Ao invés, Scolari contava com o meio-campo de sonho do FC Porto Campeão Europeu (Deco, Costinha e Maniche), ao qual se juntavam nomes como Paulo Ferreira, Fernando Couto e Jorge Andrade, na defesa; Luís Figo, Rui Costa e Petit, no meio-campo; ou Simão Sabrosa, Pauleta e Nuno Gomes, no ataque. Compare-se a pobreza franciscana da Selecção de 2012 com o luxo que era a Selecção que Scolari desperdiçou.

Só num posto a Selecção de Paulo Bento era melhor individualmente: na baliza. Mas mesmo aí, porque Scolari preferiu ostracizar o guarda-redes com mais títulos no mundo, Vítor Baía, criando em seu lugar uma fraude que foi responsável pelo golo da derrota na Final contra a Grécia e que hoje em dia, com idade para estar no auge da carreira, não consegue sequer ser o segundo guarda-redes do Vitória de Setúbal. 

EStou à vontade para escrever o que escrevo porque nunca acreditei em Paulo Bento nem nesta Selecção. E é com alegria que dou a mão à palmatória. Conseguir o que Paulo Bento conseguiu, sem a fantochada das bandeiras nas janelas ou dos apelos à Nossa Senhora do Caravaggio, só lhe dá muito mais valor.