Incomoda ganhar assim

Incomoda ganhar assim, com um penalty inventado num momento em que as coisas estavam a ficar difíceis. Bem podem vir falar do penalty ao contrário no Estoril. Não me serve de consolo. É que o FC do Porto não precisa dessas ajudas para ganhar títulos.
O que precisa, isso sim, é de uma equipa. E de um treinador que a ponha a jogar à bola. Para já, está difícil.

Nota: Foi hoje inaugurado o Museu do FC do Porto, mas só para os VIP’s. Não lhes ficava mal terem convidado aqueles que contribuiram para o seu espólio. Mas não devem querer misturas. Afinal, povo é povo.

Mau demais!

Começo a não ter adjetivos para classificar este FC Porto versão Paulo Fonseca de tão mal que joga. Como é possível uma equipa com um plantel daqueles mostrar tão pouco jogo? Mas comecemos por partes. Uns primeiros vinte minutos de alguma qualidade, com boas oportunidades, boas trocas de bolas e a prometer um jogo sem sobressaltos. Após esses minutos iniciais o Porto foi perdendo fulgor até ao final da primeira parte. A segunda parte começa com o caso do jogo. Queda de Quintero na área. Sinceramente não foi falta. Erro do árbitro a nosso favor. E com esse lance veio o nosso golo da vitória. A partir, bem, a partir daí nunca mais se viu futebol. Não posso aceitar que uma equipa tão cara, com todas as condições e mais algumas para jogar um futebol de qualidade o faça desta forma. Não consigo destacar um único jogador pela positiva. Mais uma vez futebol lento, passes falhados, a defesa que parecia que a bola queimava tal a forma como despachava bolas para onde estavam virados e tudo isto sempre com a passividade do nosso treinador. Com tantas soluções não pode insistir sempre nos mesmos. O que é feito do novo Moutinho, Herrera? Porque Ghilas não entra em campo visto que não temos força no ataque? Cada vez mais me sinto desiludido e preocupado com o meu Porto.
Uma nota final para a não utilização do Abdulay por parte do Guimarães. Sempre fui defensor da não utilização de jogadores emprestados contra o seu clube de origem mas se o regulamento o permite acho anedótico as desculpas que se arranjam para os mesmo não jogarem.

O que Paulo Fonseca tem de explicar

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Fica mal a Paulo Fonseca desculpar-se com a arbitragem e com Jorge Jesus pela perda dos primeiros pontos do Campeonato. Não era Jesus que estava no banco, era Paulo Fonseca – e era a ele que cabia dar a volta à situação. Esquece-se o nosso treinador que, depois do penalty-fantasma, estivemos a ganhar novamente, pelo que o peso desse erro no resultado final é muito relativo.
O que Paulo Fonseca tem de explicar é por que razão nada fez ao intervalo com o resultado empatado. E por que razão recuou e não meteu Quintero, que ia entrar no momento em que Jackson marcou o segundo golo. E por que razão teve de tirar Licá para meter Ghilas. E por que razão o fez apenas aos 90 minutos, 10 minutos depois do golo do empate. Era para marcar nos descontos? Qual era a probabilidade de isso acontecer?
Paulo Fonseca tem ainda de explicar por que razão faz sempre as substituições tão tarde. E por que razão a equipa continua a jogar tão mal. E por que razão ainda não encontrou lugar para um jogador que realmente faz a diferença, como Quintero. E por que razão Josué foi posto de lado depois de ser aposta constante. E por que razão Ghilas não é opção para alargar a frente de ataque sempre que a equipa se vê em dificuldades.
É tudo isto que Paulo Fonseca tem de explicar em vez de começar com o choradinho das arbitragens.

Primeiros pontos perdidos

Antes de falar do jogo, vou voltar uns dias atrás ao discurso do treinador de um dos nossos rivais ao lamentar-se que quer o FC Porto, quer o Sporting andavam a ser beneficiados. Resultado, ambos foram prejudicados. Falando do nosso jogo, após um erro inicial do árbitro a nosso favor em que não assinalou um livre e um possível cartão amarelo ao Otamendi, decidiu compensar e bem, esse erro. Transformou uma falta bem fora da área em pênalti, e não satisfeito decidiu amarelar tudo o que mexia de branco vestido. Alguém percebeu o amarelo ao Mangala? O amarelo ao Alex Sandro? O amarelo ao Fernando? Sem querer errar também me parece que o segundo golo do Estoril também é em fora de jogo. Posto isto e falando do jogo jogado, foi mais uma exibição cinzenta do nosso clube, com pouquíssimas oportunidades de golo, aliás penso que remates à baliza, tivemos apenas três. Erros defensivos completamente infantis, um rol de passes falhados e uma falha de ideias no ataque brutal. Salvo neste marasmo um jogador, o nosso capitão, Lucho Gonzalez, esse sim em grande forma e dos poucos a destoar pela positiva. Uma última palavra ao treinador, como é possível estar 72 minutos para mexer na equipa? Ainda para mais depois de um jogo europeu a meio da semana e neste em particular em que se via um Porto muito amorfo. Para mim, e desculpem-me a sinceridade, ele não sabe o que anda a fazer e antevejo uma época com muitos sobressaltos.

Vitória sem valsa

Prater em Viena. Palco da primeira grande conquista europeia do nosso clube. Num jogo que ficará na memória de todos como eu que assistiram aquele recital de bom futebol que culminou com a conquista da Taça do Campeões Europeus. Foi também aí o pontapé de saída da atual temporada da Liga dos Campeões, mas qualquer semelhança entre o jogo de há 26 anos atrás e este de hoje é pura coincidência. Ou melhor, de semelhante teve que o FC Porto venceu ambos. O jogo de hoje foi fraquinho, fraquinho, fraquinho. Uma equipa que sim, vai ganhando, mas que não convence nada nem ninguém. Futebol lento, previsível, sem imaginação, sem garra são até agora a imagem de marca deste Porto do Paulo Fonseca. O que assistimos em Viena foi muito mau mesmo, salvando-se apenas o resultado. Até agora temos sido beneficiados pelo fato de termos tido um bom sorteio inicial no campeonato e de na Liga dos Campeões termos iniciado contra a equipa mais fraca do grupo. Mas como iremos reagir quando os adversários forem melhores? Com estas exibições não auguro nada de bom. Espero que o treinador emende a mão e ponha rapidamente a equipa a jogar. Jackson não se viu. Onde anda Ghilas? Será assim tão mau que não pode entrar? Valha-nos ao menos as boas entradas de Herrera e acima de tudo do Izmaylov que meteu no jogo aquilo que faltou a quase todos os outros, garra, dedicação, clarividência e transpiração. Admito que não tenho gostado nem um bocadinho deste Porto versão Paulo Fonseca. Espero no futuro dizer que me enganei e que o meu Porto continue a vencer e passe a convencer, mas o que tenho visto e acima de tudo hoje, o que vi, foi uma vitória em Viena mas sem valsa.

Mau jogo

E ao quarto jogo, a quarta vitória. Talvez uma das poucas coisas boas que se pode tirar deste jogo contra o Gil Vicente. A exibição foi muito má, das quatro jornadas, para mim foi a exibição menos conseguida. Futebol previsível, a passo, falho de ideias, em suma, tirando o resultado nada se aproveitou e nem o fato de na próxima 4ª feira termos a estreia europeia serve de justificação. Um onze inicial com duas surpresas, onde entraram Varela e Quintero e saíram Lucho e Josué, o FC Porto entrou rápido a jogar um futebol aceitável, até ao minuto 7′ quando Varela numa recarga marcou o primeiro golo. A partir daí nunca mais houve futebol no Dragão. Foi uma sonolência, uma pasmaceira apenas quebrada com o 2º golo, desta vez de Jackson Martinez, novamente numa recarga. Espero que na próxima 4ª em Viena consiga ver mais FC Porto, porque o que vi este sábado deixa-me algo preocupado.

Parabéns campeão

 

Faz hoje 25 anos que o melhor Guarda Redes Português de sempre e um dos melhores do mundo iniciou a sua carreira. Falo do ENORME Vítor Baía, o “nosso” 99. Falar de Vítor Baía é falar de títulos, de defesas impossíveis, de um enorme caráter e de um jogador que sentiu a nossa camisola como poucos. Mesmo quando lhe fizeram aquela tremenda injustiça de o “retirarem” da seleção de todos nós, precisamente no ano em que foi considerado o melhor guarda redes do mundo, soube gerir essa injustiça com fair play e elevação. Em suma, um campeão dentro e fora das quatro linhas. Muitos Parabéns Vítor, a nação portista nunca te esquecerá.

Vitória suada

E mais uma vitória (terceira em três jogos). Uma vitória muito difícil, contra um Paços de Ferreira que estacionou literalmente o autocarro e o que mais tinha em frente à baliza, fechando todos os caminhos e esperando que um golo lhe caísse do céu como por milagre. Penso que foi um bom jogo do nosso clube, pecando apenas na finalização, onde tivemos inúmeras oportunidades, desperdiçando algumas de bradar aos céus. Mesmo assim gostei do que vi, um jogo muito competente do FC Porto, principalmente com a entrada de Quintero, que mais uma vez mexeu com a equipa. Não consigo perceber a insistência do treinador em meter o Defour em detrimento do Quintero ou até do Josué naquela posição. O Belga está mal, sem confiança, sem chama e tendo este plantel opções para aquela posição não entendo porque ele ainda é titular. Uma palavra para a estreia nesta 1ª liga do Ricardo, um jogador jovem, com largo futuro pela frente e um extremo de raíz. O importante foi conseguido, mais uma vitória e um aumentar da vantagem para dois dos nossos rivais. Foi um bom fim de semana.

Cá vamos nós!

Lá foi o sorteio da Champions League. Favorável, segundo uns, complicado, segundo outros.
Importante é ganhar os jogos em casa com o Zenit e com o Atlético de Madrid (e na Áustria também, claro). Seremos capazes e eu acredito, embora ache que quer Zenit quer Atlético estão mais fortes do que no passado. Mas, como diz um amigo meu, se isto fosse fácil estavam cá outros!