Jornalismo de m****

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Não sou de falar muito de coisas extra futebol, mas ao ver a capa do jornal Record de 2ª  e 3ª feira não posso deixar de me insurgir contra um jornalismo rasteiro, protagonizado por um pasquim da capital.

Falo no título: “Adeptos leoninos recebidos à pedrada”. Isto apenas se trata de um modo mesquinho e falso de fugir ao importante, que foi mais uma vitória do nosso clube, sobre um clube que vendeu cara a derrota e se mostrou muito forte e que valorizou e muito o espetáculo. Depois, porque, até se veio a saber que quem provocou os desacatos eram adeptos do clube adversário, e ao invés de no dia seguinte esse pasquim se retratar, não, publicou outra foto onde aparece o líder dos Super Dragões no meio da confusão, como que a dizer que estiveram todos envolvidos. Ora, eu sou contra qualquer tipo de violência e as claques organizadas, sejam de que clube forem, de um modo geral provocam muitas destas algazarras infelizmente, mas no caso, depois de o “Arrastão” que aqueles arruaceiros vestidos de preto protagonizaram, queriam que déssemos a outra face? Nem pensar!

Não misturo pessoas com clubes e isto que aconteceu apenas se deve a um grupo de inergúmenos que estão a mais no futebol e nunca os identificaria como adeptos de que clube fosse, agora ao ver a capa daquele pasquim de 2ª e de ontem, não posso calar a revolta que senti. O que eles fazem lá é mesmo um jornalismo de merda.

Falemos de Futebol, sff

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“A nossa vida vai-se num clique e não há espaço para nos chatearmos com coisas fúteis”, Jorge Jesus sobre o reatar de relações com Manuel Machado. Isto é o futebol. O que se passou ontem, antes do Porto-Sporting na alameda do Dragão, não é futebol: é um caso de polícia. Só isso. Quem quiser misturar as coisas que o faça, percebe é pouco do que encanta milhões de pessoas: o jogo, a emoção do golo no último minuto, a tristeza da derrota, a exaltação da vitória, o sentimento de pertença a um colectivo, a identidade e a cultura desse colectivo… Sim, o futebol é isso mesmo durante 90 minutos. O que se passa antes e depois do jogo não é futebol. É folclore. Há quem goste dele, inclusive eu – mais por brincadeira do que por outra coisa qualquer-, mas apesar de tudo há que reconhecer que não é o essencial.

Bom jogo

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E está ganho o nosso primeiro clássico da época. Uma vitória muito importante num jogo muito difícil.
Hoje assistimos a um FC Porto com atitude, garra e determinação, não fosse isso e certamente não estaríamos a festejar perante um adversário forte e que, por aquilo que assisti, é seguramente uma equipa a ter em conta para as contas finais.
Com um início de jogo muito disputado no meio campo com uma intensidade enorme, conseguimos na primeira oportunidade que dispusemos, marcar através de uma grande penalidade indiscutível, por Josué. A partir daí e até final da primeira parte continuou o jogo muito disputado, muito suado, por ambas as equipas, mas sem grandes oportunidades de golo. Na segunda parte, o nosso adversário entrou mais forte, ganhando quase todas as bolas e adivinhava-se o golo da igualdade que veio a acontecer à passagem da hora de jogo. Logo a seguir surgiu aquele que a meu ver foi o momento do jogo, dois minutos após sofrer o empate, uma jogada de excelência, terminada de forma sublime pelo Danilo. Grande hino ao futebol o nosso segundo golo.
A partir daí, tomamos completamente conta do jogo e fomos claramente superiores ao adversário. Mesmo assim, poderíamos ter sofrido o segundo golo, não fosse uma enorme defesa de Helton a remate de Montero. O terceiro golo acabou por surgir com naturalidade por intermédio de El Comandante, e daí até ao fim foi só gerir uma vitória muito importante e conquistada sobre uma grande equipa.
Seria injusto destacar aqui algum jogador, visto que estiveram quase todos bem (exceção aqui a Otamendi, rapaz o que se passa contigo que só fazes disparates?), jogaram com atitude, com alma e intensidade.
Nota também para o adversário, grande equipa de miúdos, que com mais experiência poderão (se é que já não o são) ser um caso sério no futuro.
Nota também para o nosso treinador, sei que embirro com ele, mas porra, porque raio insiste em jogar com um médio a extremo? Não vê que a época passada isso resultou porque tínhamos um jogador chamado João Moutinho que valia por dois a defender e por dois a atacar? Se quer tanto jogar com aqueles médios que mude para 4-4-2, ou então que esqueça um deles a titular e jogue com dois extremos de raiz. Teremos muito a ganhar certamente.

Ingrato

O que dizer de um jogo destes? Quando aos 6 minutos de jogo de uma forma estúpida Herrera é expulso, estraga toda e qualquer estratégia de um treinador. Concordo que foi uma decisão muitíssimo forçada por parte do árbitro, mas Herrera com um amarelo não podia fazer aquilo. Depois, bem, depois foi uma luta injusta em que até vi um FC Porto com garra, com vontade, com querer, a construir oportunidades, coisa que até nem costuma fazer. Atirou duas bolas aos ferros, teve posse de bola durante toda a primeira parte e lutou muito durante toda a segunda parte até que surgiu perto do fim aquele golo do Zenit a dar uma machadada que a equipa não merecia de todo. Depois ainda lutou em busca do empate e até esteve perto de conseguir por duas vezes.
Resumindo, hoje vi um Porto com garra, com uma capacidade que ainda não tinha visto esta época, e espero que apesar da derrota, este tenha sido o ponto de viragem para uma melhoria acentuada da qualidade de jogo. Não gosto de vitórias morais mas apesar de tudo fiquei mais otimista em relação ao futuro.

Vitória calma, sem chama

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A 1ª eliminatória da Taça de Portugal ditou que fosse o Trofense, último classificado da 2ª Liga o nosso adversário. Paulo Fonseca optou por experimentar jogadores que poucas oportunidades têm tido para mostrarem serviço e o que se pode dizer é que se alguns aproveitaram bem esta oportunidade, outros desaproveitaram-na por completo. Foi um jogo calmo, sem grandes sobressaltos, uma vitória magra, conseguida ao minuto 25 com um golo de Varela, resumindo, mais um jogo sem chama em que valeu o (muito magro) triunfo.

Quanto aos destaques, para mim aquele que mais aproveitou esta oportunidade foi o jovem Ricardo, um extremo que mexeu muito com o jogo, rápido, muito bom tecnicamente e com muita vontade em mostrar serviço. Outro jogador que se destacou no ataque, foi Quintero, para mim, quando ele entender que no futebol europeu é preciso defender e não ficar parado quando se perde a bola, não tenho dúvidas que será um caso sério no nosso clube, melhor até que o seu compatriota, James Rodriguez. Tem uma técnica fantástica, é portador de uma qualidade de passe e de um remate, muito acima da média, em suma, tem tudo para ser um grande jogador.

Desilusão para mim foi Ghilas. Sei que todos os olhos estavam nele, que porventura acusou essa pressão, mas quando se quer e tem de mostrar serviço, não se pode fazer tão pouco como ele fez. Perdeu demasiados lances, muito pouco ativo e rematador. Terá de fazer muito mais para merecer oportunidades.

Uma nota final para um antigo jogador do FC Porto, que eu pensei já não estar no ativo, falo de Tiago, que aos 38 anos mostrou que a idade é muito relativa desde que nos sintamos com força para jogar. 

Positivo

Para não me acusarem de ser muito crítico com este FC Porto, hoje vou focar o que de positivo tem. Este FC Porto é tremendamente eficaz, quase não cria oportunidades de golo mas quando cria quase sempre dá golo. Veja-se o caso de hoje. Três remates em direção à baliza, três golos. Ahhh!! E foi hoje a estreia de Herrera e acho que fez por merecer mais oportunidades. Como não tenho mais nada de positivo para assinalar fico-me por aqui.

Um jogo, dois Portos

Este segundo jogo da Liga dos Campeões trouxe um FC Porto inicial dominador, a jogar um futebol rápido, com boas trocas de bola e a prometer uma grande noite europeia. Foi portanto com toda a normalidade que marcamos, com mais golo de Jackson Martinez. Tudo estava perfeito, mas tal como contra o V. Guimarães fomos perdendo gás ao longo da primeira parte embora de um modo geral penso ter sido uns bons 45 minutos. Na segunda parte voltou o velho Porto desta época, um jogo lento, sem chama, sem capacidade defensiva (como é possível perder todos os lances pelo ar?), sem oportunidades de golo. Não percebo como se pode mudar tanto de uma parte para a outra. O golo do empate surgiu de uma infantilidade do Josué que fez uma falta sem nexo e que culminou com um frango de Helton. A partir daí um clube com um treinador minimamente decente partiria para a frente à procura do golo, mas não, continuou no seu jogo “pasteloso”, sem nunca fazer perigar a baliza do At. Madrid, ao contrário dos espanhóis que iam tendo oportunidades para o segundo golo o que veio a suceder em mais uma falta cometida “estupidamente”, desta vez por Mangala. Com pouco tempo para jogar o nosso treinador “superstar” (Vitor Pereira volta, estás perdoado), decidiu finalmente meter Ghilas mas com tão poucos minutos e da forma atabalhoada que estávamos em campo só por milagre cairia um segundo golo para o nosso lado. Resumindo, um triunfo justo do At. Madrid no estádio do Dragão e o desejo para que o nosso presidente acorde e decida meter mão a isto, porque se depender do Paulo Fonseca este ano vamos terminar a zeros.