Paulo Fonseca é o meu treinador

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Nesta altura, em que as coisas estão a correr mal, todos devem assumir o que escreveram e disseram antes.
Começo por mim. Escrever nos blogues tem destas vantagens. O que pensamos em determinado momento fica registado para memória futura. Assim, se elogiei Vítor Pereira no momento da despedida, aprovei também a chegada de Paulo Fonseca. Acrescentei ainda que me parecia um treinador bem preparado, embora fossem os resultados, inevitavelmente, a ditar a sua sorte.
Não escondo o meu entusiasmo com as primeiras exibições da época, logo seguido de críticas e de perguntas aquando do empate no Estoril.
A certa altura, pareceu-me mesmo que era altura de uma lembrancinha inocente.
A partir de terça-feira, no entanto, o meu treinador passou a ser Paulo Fonseca. Ele é o meu treinador e continuará a sê-lo enquanto cá estiver. Não quero André Villas-Boas no FC do Porto. Não quero a cadeira de sonho de novo ocupada por quem ainda há 2 anos a traiu. Não quero que um duplo falhado em Inglaterra venha lamber as suas feridas no Dragão.
Por agora, quero o Paulo Fonseca. É ele o meu treinador. Força, Paulo!

As duas faces do Dragão

Depois de assistir a este jogo cada vez mais me questiono o que se passa com este FC Porto. Como é possível serem capazes do muito mau, mas mesmo muito mau, do pior que já vi este clube fazer e depois fazer uma segunda parte que sem ser brilhante foi bastante boa e que só por manifesto azar não fomos capazes de marcar mais que um golo. Algo vai mal no reino do Dragão, isso é óbvio, o quê é que ainda não descortinei. Sei que o treinador é uma nulidade mas não explica tudo. Os jogadores andam displicentes, sem garra, sem motivação. Não consigo perceber. Hoje destaco um jogador, Alex Sandro, que grande jogo o brasileiro fez, quer a defender quer a atacar. Muito bom mesmo. Quanto ao resto, na primeira parte foi um mar de equívocos, em que parecia que a bola queimava nos pés dos jogadores, parecia mesmo uma equipa de amadores. Depois uma segunda parte francamente melhor, jogada com velocidade, progressão e vontade de mudar o rumo das coisas o que só não aconteceu por manifesto azar. De todas as formas este empate veio a castigar uma primeira parte demasiado má para ser verdade e encerrar a pior prestação de sempre em casa do nosso clube para a Liga dos Campeões.

Paulo Fonseca e os treinadores do FC do Porto

JOSÉ PEDROTO artur jorge
mourinho andre villas boas
Anda tudo muito alvoroçado com o treinador do FC do Porto e com a tremideira que ainda não desapareceu desde o início da época. Muitos, incrivelmente, esqueceram tudo o que andaram a dizer de Vítor Pereira nos dois últimos anos e esqueceram a forma como nesse mesmo período ganhámos 2 campeonatos.
E pelos vistos, esqueceram também o que têm sido os últimos 30 anos a nível de treinadores da equipa de futebol. Um desastre quase completo, por mais que os resultados venham quase sempre desmenti-lo. Limitando-me ao consulado de Jorge Nuno Pinto da Costa, vemos que passaram pelo Porto 4 treinadores de nível mundial, não mais, com resultados que fizeram jus à sua classe: Pedroto (embora a doença tenha impedido a concretização desses resultados), Artur Jorge, Mourinho e André Villas-Boas.
Tivemos outros bons treinadores, que puseram a equipa a jogar bem e com resultados satisfatórios. Foi o caso de Bobby Robson e de António Oliveira. Outros houve em que os resultados foram bem superiores à qualidade demonstrada, sendo que o exemplo de Tomislav Ivic, na sua primeira passagem, é paradigmático.
O resto é uma extensa lista de treinadores banais a roçar a mediocridade: Continue reading