Jogo entretido

E começa com um empate a zero a nossa participação na Taça da Liga. Empate em casa do nosso, em teoria principal adversário no grupo.

Foi um jogo bastante difícil, perante um adversário que como já disse noutro post deste blogue, estou fã, pela garra e futebol que apresentam. E foi isso que aconteceu novamente. Vi um FC Porto a ser fortemente pressionado nos primeiros vinte minutos, uma pressão muito alta que não nos deixou jogar. Após esse tempo, lá nos fomos soltando mas sem nunca criarmos ocasiões de verdadeiro perigo. Diga-se em abono da verdade que o adversário também não o conseguiu.

Na segunda parte, assistiu-se a um intensificar do domínio da equipa da casa, com o FC Porto a defender-se como podia (e bem) das investidas do adversário. 

Não quero com isto dizer que o adversário foi muito superior a nós ou que jogamos mal, não, de modo algum. Até cerca dos 70 minutos de jogo, assistiu-se a um maior domínio do adversário, domínio esse completamente consentido. A partir daí, e com a entrada do Carrillo, o Sporting começou a criar mais oportunidades de golo e aí brilhou o Grande Fabiano, com um punhado de defesas que nos salvou de um mal maior.

De positivo destaco o Fabiano, como o melhor, o jogo de sacrifício do Varela, os centrais que estiveram irrepreensíveis, os laterais, que também estiveram em bom plano, Fernando, sempre muito assertivo e um jogo de esforço do Licá.

De negativo, destaco a exibição do Ghilas, sempre muito ausente do jogo, do Carlos Eduardo, muito bem marcado e do Herrera. Como é possível falhar tantos passes e dar tantas bolas ao adversário? Realmente, penso que este Mexicano que tanto milhões custou aos nossos cofres, tarda em aparecer e a justificar tamanho investimento.

Destaco ainda de negativo, duas decisões que podem ter tido muita influência no jogo uma vez que ao invés de ser o nosso adversário a jogar com dez, fomos nós. Como é possível não expulsar William Carvalho por aquela entrada verdadeiramente assassina sobre o Varela e dar segundo amarelo ao Carlos Eduardo por uma falta completamente banal? Ou o que dizer da decisão completamente ridicula de amarelar apenas o Varela, naquela troca de palavras entre o próprio e o Jefferson?

Em suma, foi um jogo entretido, em que talvez tenha sido melhor o resultado que a exibição, numa competição de menor importância, mas que sabe sempre bem vencer.

Essencial e acessório

Desde sábado que tenho assistido nas redes sociais a uma “guerra” entre adeptos, sobre quem lidera o campeonato. Cada um defende a sua dama, com mais ou menos argumentos. Para mim, e desculpem-me essas pessoas, isso não passa de uma questão ridícula. Quero lá saber se à 14ª quem lidera é o meu clube, ou outro qualquer. Se o FC Porto estivesse, como esteve, com 5 pontos de avanço, aí sim, para mim teria significado. Agora em igualdade pontual com mais 16 jogos pela frente, que importância tem isso? No meu ver é mesmo uma questão acessória.

Preocupante, é sim o que tenho lido sobre algumas declarações dos nossos jogadores. Algo vai efetivamente mal no reino no Dragão. Que quem não joga não ande satisfeito, estou de acordo, agora assistir a tanto “paleio” deles a sair para a comunicação social é que me preocupa.

Em tempos não muitos idos, salvo uma ou outra exceção o discurso que se ouvia para os nossos lados era o do inconformismo, o da vontade de lutar para inverter a situação e não o vir dizer para os jornais que quer sair em janeiro, que têm de rever a situação dentro do clube, etc, etc, etc.

Na minha opinião isto só revela falta de um treinador com pulso para os jogadores e de uma cada vez menor influência do nosso presidente no seio do clube.

Não podem jogar todos, algum deles até pode ter razão, mas quer se goste ou não, quem manda é o treinador e os jogadores, pagos a peso de ouro têm de acatar as suas decisões ao invés de virem para a praça pública darem “gostos” aos nossos adversários.

Meus amigos, pensem nisso, preocupem-se com isso e deixem para a jornada 30 a “guerra” sobre quem é o líder, porque nesta altura isso é, como se costuma dizer, “peanuts”

Um Bom Natal a todos.

Um FDP no Dragão!

Durante os anos em que L. F. Scolari foi seleccionador nacional nunca foi ao nosso estádio ver jogos e/ou observar jogadores. Numa entrevista dada depois de sair do F. C. Porto, José Mourinho contou que logo que Scolari tomou posse como seleccionador nacional, recebeu um telefonema dele dizendo que gostaria de contar com a sua colaboração. Ao que Mourinho terá respondido que as portas do Dragão estavam abertas para o seleccionador nacional, quer para os jogos quer para os treinos. A partir daí nunca mais houve contactos, nem Scolari foi ao Dragão, de acordo com Mourinho, e nunca desmentido.

Foi pena que este FDP * do Scolari não tenha sido assobiado no Dragão, agora que esteve lá a ver o jogo com o Olhanense.

 

 

* Fã (adepto ferrenho) Do Pêro (murro, soco, in http://www.priberam.pt/dlpo/pêro)  

 

Por onde andou Carlos Eduardo?

Hoje, por culpa das festividades natalícias não consegui ver com particular atenção o jogo contra o Olhanense. Mas do que vi gostei. Vi um FC Porto melhor do que aquele que tenho visto, a que não será alheio o facto de o treinador ter disposto as peças (jogadores) nos lugares corretos, e sobretudo, graças a um homem que, em virtude do que tem feito nos últimos jogos, é caso para perguntar, por onde andou Carlos Eduardo?
Realmente trata-se de um jogador acima da média, que joga e faz jogar. Dos pés dele a bola sai sempre redondinha para os companheiros e cria desiquilibrios como nenhum outro colega de equipa consegue. Que grande jogo fez hoje, com duas assistências para golo e um grande golo. Sem dúvida um mistério o facto de só agora ter atingido uma posição de destaque.
Realce ainda para um grande golo de Herrera e o constatar que atualmente, embora reconheça grande importância ao nosso El Comandante, não creio que caiba no onze titular.
Deixo aqui no ar a pergunta/desafio: porque não apostar num triângulo com, Fernando, Carlos Eduardo e Herrera no meio campo? Talvez funcionasse na perfeição.
Resumindo, do que vi pareceu-me um bom jogo do FC Porto, a prometer algo mais para o que falta da época.
Termino desejando um bom Natal a todos os leitores deste blogue, em particular para os portistas e que a goleada de hoje seja o ponto de partida para um bom resto de temporada.

Rio Ave – Porto

Tendo em conta as últimas semanas, gostei do que vi em Vila do Conde. Finalmente alguma pressão logo à saída do meio-campo adversário, a procura de mais um golo mesmo depois de estar a ganhar, jogadas bem desenhadas.
Carlos Eduardo não pode ser a solução para tudo, mas que vem colmatar muitas lacunas no meio campo, não parece haver dúvidas. Lucho é o comandante e o líder, mas isso não implica necessariamente que jogue. Um líder continua a sê-lo em qualquer circunstância, quer dentro quer fora do campo. Herrera vai explodir, já mostrou que tem capacidades muito para além do que mostrou até agora – resta saber quando. Kelvin mostrou ontem para o que pode servir – em poucos minutos, inventou a jogada que deu o terceiro golo. Só mesmo por motivos inexplicáveis é que Paulo Fonseca continua a preferir essa banalidade chamada Licá.
Avizinham-se tempos decisivos. Vem aí o Olhanense e, depois da pausa natalícia, o Sporting – Porto para a Liga e o Benfica – Porto para o Campeonato. Se ultrapassarmos com êxito esses obstáculos, acredito que será a partir daí um novo Porto. O plantel pode não ser aquilo que se pensava que seria, mas é muito melhor do que se pensa neste momento. A chave está na cabeça dos jogadores. Na confiança. E quando isso se alterar…
Segura-te, Paulo Fonseca. Que se não tinhas ganho ontem já hoje tinhas um substituto. Que ainda assim, para nosso mal, vai a partir de agora andar por aí…

André Villas-Boas: um passo maior que a perna

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O André Villas-Boas é um exemplo claro de má gestão da sua carreira. Saíu, e não digo isto com satisfação ou por revanchismo, cedo de mais do Porto. Iludiu-se com as “libras-boas” de Abramovich e com os elogios excessivos ao seu trabalho, os quais tenderam sempre a sobrevalorizar os seus méritos pessoais e a subvalorizar o clube que apostou nele, o Porto, e lhe deu a melhor equipa e o melhor leque de jogadores – – Hulk, Falcao, João Moutinho, Fernando, Guarín, James, Alvaro Pereira, etc – de que lhe jamais dispôs na carreira.

É uma pena que se tenha precipitado em sair tão cedo do Porto e que tenha tomado a pior das suas decisões: escolher o Chelsea – um clube sem cultura e sem história, instável para todos os treinadores – e, sobretudo, a liga inglesa, a liga cujo tipo de futebol – assente em constantes transições e no predomínio do factor físico sobre o técnico – pouco tem que ver com a sua “filosofia de jogo” – de posse de bola, uma espécie de Tiki-Taka à moda do Porto.

É, de facto, lamentável este desfecho. Espero que ele saiba que agora o único sítio onde pode relançar a sua carreira é no seu clube de coração, ainda que hoje as condições – o plantel, bem entendido- não sejam as mesmas que recebera em 2010. Aceitar qualquer proposta para a liga italiana – ou outras ligas, como a turca – só acentuará a seu insucesso. Do Porto só deverá sair para um clube de igual cultura e mentalidade: o Barcelona. Tivesse tido alguma paciência em 2011 e talvez hoje nem Martino nem Vilanova constariam do histórico de treinadores do Barça.

Este FC Porto é um case study

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E mais de 70 dias depois lá voltamos a vencer fora de portas. Desta vez e finalmente, Paulo Fonseca decidiu jogar em 4x3x3 verdadeiro, ou seja, jogou com dois extremos de raiz. Continuo a achar que temos mais plantel para 4x4x2, mas pelo menos desta vez jogou com as peças certas no lugar.

De todas as formas foi mais uma vez, um FC Porto com duas caras, ou seja, uma na primeira parte, apática, lenta, sem chama que até teve a sorte de marcar cedo, mas que desperdiçou essa vantagem com mais uma perda de bola estúpida no meio campo (Varela) que culminou no empate para o Rio Ave. Daí, e até ao final da primeira parte, foi um ganhar sucessivo de pontapés de canto, mas pouco mais a registar. 

Na segunda parte, já se viu um FC Porto mais dinâmico, à procura da vitória e conseguiu chegar à vantagem após uma excelente jogada de Varela, que cruzou para a cabeça de Jackson Martinez que meteu a redondinha dentro da baliza. Após o golo, apenas se continuou a ver o FC Porto como única equipa à procura do golo, o que veio a acontecer por intermédio de Danilo num grande remate à entrada da área.

Este FC Porto é mesmo um case study. Não percebo como conseguem intercalar o muito mau com o razoavelmente bom no mesmo jogo tantas vezes. Sinceramente não consigo perceber tamanha diferença exibicional em apenas 90 minutos.

Uma nota final para o Carlos Eduardo, que depois de uma boa entrada na segunda parte com o Sp. Braga, entrou de inicio neste jogo e mais uma vez deu excelentes indicações. Um jogador a merecer a continuidade na aposta sem sombra de dúvida, ao contrário de Lucho que está nitidamente fora de forma e que talvez esteja a mais no onze.

Resumindo, acabou por ser um jogo tranquilo, principalmente depois do 1-2 e uma vitória justa do nosso clube. Agora segue-se o Olhanense em casa e espero que se consiga mais uma vitória para irmos para esta pausa Natalícia com as aspirações intactas.

O que eu gostava de ter ouvido em Madrid? Um líder!

Findo o jogo com o Atlético de Madrid, e a nossa eliminação da Champions League, vamos para a Liga Europa.

E o que queremos da Liga Europa? Ganhá-la! Ou sermos um dos candidatos a tal.

Era isso que eu gostaria de ter ouvido em Madrid por parte de Paulo Fonseca.

Líder

substantivo de dois géneros
1. Pessoa que exerce influência sobre o comportamento, pensamento ou opinião dos outros.
2. Pessoa ou entidade que lidera ou dirige.

in Priberam | Dicionário da Língua Portuguesa.