Um título nacional vale 10 milhões de euros?

fernando
Sejamos claros: vender Fernando neste momento é hipotecar qualquer possibilidade de conquistar o título nacional no final da época. Daí a pergunta que se impõe: Quanto vale um campeonato? 10 milhões de euros, que é quanto o FC do Porto poderá arrecadar com a venda do médio?
É a esta pergunta que os administradores da SAD, em particular Jorge Nuno Pinto da Costa, terão de responder no caso de venderem Fernando. Ou assumem que farão tudo para trazer o Tetra para o Dragão e que, por isso, não se importam de deixar sair o brasileiro a custo zero. Ou vendem-no e já não precisam de responder. Nesse caso, está visto, 10 milhões são mais importantes do que um título.
Para mim, portista de vitórias e não de números, não são.

Os benefícios da saída de Lucho Gonzalez

lucho
Defendi aqui que Lucho Gonzalez já não tinha lugar na equipa titular do FC do Porto. Daí até sair do plantel, vai uma grande distância.
Não escondendo que fiquei surpreendido, é ainda assim uma notícia que não me deixa grandemente preocupado. Os benefícios da influência positiva que Lucho tinha no balneário seriam inferiores, a meu ver, aos efeitos nefastos da sua continuidade no 11. E todos sabemos que Paulo Fonseca, teimoso e conservador como é, ia continuar a apostar nele enquanto o argentino não andasse a rastejar pelo campo.
Para além disso, todos sabemos que Lucho era um jogador caro, cujo elevado vencimento já não era justificado pelo rendimento demonstrado. E há ainda a incompatibilidade com Quaresma, cujos problemas com os argentinos já vêm desde os tempos de Jesualdo.
O substituto de Lucho? Obviamente Josué, com Juanfer Quintero à espreita. Obviamente para mim, claro. Já se viu ontem que, para Paulo Fonseca, o substituto prioritário será Defour. É de todos o mais enfadonho e o mais defensivo.

Nota: Será que o Al Rayaan, ao levar o Lucho, não quer levar de bónus o sensaborão Licá?

Esta vitória tem o nome de Paulo Fonseca

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Não há vitórias injustas. Marcámos 3 golos e podíamos ter marcado 4 se o árbitro tivesse visto um primeiro penalty, o Marítimo marcou apenas 2. É assim o futebol, quem mais marca mais ganha.
Se tivemos sorte? Muita. Aquela que faltou noutros jogos. Numa equipa que acabou com 7 jogadores de características atacantes (Josué, Quintero, Carlos Eduardo, Quaresma, Varela, Jackson e Ghilas), já para não falar dos laterais, o mais natural teria sido sofrer o terceiro golo em contra-ataque. Esteve para acontecer por 2 vezes.
Não aconteceu. A história poderia ter sido outra mas não foi. Foi esta. A de uma vitória do FC do Porto arrancada a ferros. Uma vitória à Porto, como ainda este ano não se tinha visto. O treinador tem razão: foi uma vitória à Porto. Sem brilhantismo, mas com muita garra e muita vontade.
Do banco, pela primeira vez em 5 meses, pudemos ver a audácia, a coragem, a ambição. Mesmo sendo verdade que não tinha nada a perder, Paulo Fonseca mostrou que queria ganhar e não teve medo de abdicar sucessivamente de um centro-campista e de um defesa-central. Se as derrotas muitas vezes têm o seu nome, esta vitória também o tem…

Depois do golo de Josué…

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Numa televisão de um centro comercial, com dezenas de pessoas a ver, Josué acabava de marcar o golo da vitória. Como sempre nestas alturas, estabelece-se conversa com alguém ao nosso lado:
Eu: Passámos, passámos!
Ele: Não sei como é que funciona o desempate.
Eu: É por golos marcados e nós marcámos mais um do que eles.
Ele: Não sei, por acaso não sei como é que funciona.
Eu: É por golos marcados. Como no goal-average estamos empatados, a seguir contam os golos marcados.
Ele: Realmente não estou a par disso.
Eu: Ganhámos, temos 7 golos marcados e eles só têm 6.
Ele: Gostava de saber como é que funciona o desempate.
Eu: Foda-se! Se eu lhe estou a dizer que o Porto passou.
Ele: Ai passou?

Até sempre El Comandante

Já não tinha o fulgor de outros tempos. Para mim até não tinha lugar no 11 inicial do FC Porto, mas é sem dúvida um jogador que ficará na história do nosso clube pela sua entrega e dedicação desde sempre demonstrada.
Tenho pena, muita pena que tenha saído. É daqueles jogadores que deveria terminar a carreira de azul e branco vestido e mesmo depois deveria ficar na estrutura.
É muito injusto criticar esta decisão do jogador que foi à procura de um último grande contrato. Ele não merece ser criticado.
Para essas pessoas lembro que foi este mesmo jogador veio de Marselha a meio de uma época, a perder dinheiro, para ajudar o nosso clube que estava numa situação delicada. Foi este mesmo jogador que jogou e marcou em Zagreb, no dia em que o seu pai faleceu.
É um grande profissional, que por várias vezes mostrou o seu amor ao clube e é muito injusto alguém criticá-lo.
Quanto a mim, desejo-lhe as maiores felicidades e a esperança de o ver regressar noutro cargo, mas que regresse para o seio da sua família.

PS: O vídeo não é de agora, mas de todas as formas penso que se adequa ao momento.

Imerecido

Foi com uma vitória completamente injusta que nós apuramos para as meias finais da Taça da Liga.
Mais um péssimo jogo deste FC Porto em que nitidamente foi melhor o resultado que a exibição.
Definitivamente adivinha-se uma longa e interminável época e sinceramente não me apetece alongar mais sobre o jogo.
Foi muito mau, mesmo. Não me apetece sequer festejar o triunfo.
Parabéns ao Maritimo. Foi superior, mereceu muito mais do que aquilo que teve.

João Moutinho

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João Moutinho é um dos muitos casos de jogadores que embora não tenham nascido Portistas, acabam por se tornar Dragões de coração após passarem pelo nosso clube. Filho de um ex jogador do Benfica e feito para o futebol na academia do Sporting, tinha tudo para não ser do nosso clube, mas desde cedo se percebeu que ali estava um jogador “à Porto” mesmo estando no adversário. Pinto da Costa desde sempre o afirmou, e como em tantas outras vezes acertou em cheio e só descansou quando o trouxe para o nosso clube.

Foram 3 épocas em grande, onde conquistou três campeonatos, uma Liga Europa, uma Taça de Portugal e três supertaças de Portugal. Aqui ele aprendeu finalmente a vencer e aqui descobriu o clube ideal para o seu ADN. Um jogador raçudo, que nunca vira a cara à luta e que tornava aquele meio campo só dele. 

É sem dúvida um grande jogador, que este ano partiu em busca do contrato da sua vida, mas que mesmo assim, ao longo destes meses, já por diversas vezes demonstrou a sua afeição pelo FC Porto, sendo a última das quais numa foto que publicou na sua página do facebook aquando da grave lesão do seu colega de equipa, também ele ex jogador do nosso clube, Radamel Falcao. Podia ter publicado uma foto deles no seu atual clube (Mónaco), mas não, publicou a foto que podemos ver no inicio deste post, em que ambos festejavam um golo com a camisola do FC Porto.

Definitivamente, João Moutinho é mais um jogador que não é portista de berço, mas que se tornou um Dragão de coração, e nós adeptos, também o temos como um dos nossos para sempre.

Josué, Kelvin e Quintero – que diferença para Lucho e para o Sr. Inércia!


Paulo Fonseca continua a insistir em Lucho Gonzalez quando se torna cada vez mais óbvio que já não tem lugar na equipa titular. Tem atitudes inexplicáveis, como a perda de bola de que resultou o primeiro golo do Benfica na Luz, e joga a dez à hora. Ontem, pelo menos durante alguns minutos, o treinador pôde voltar a confirmar que o lugar é e deve ser de Josué. Fez mais em 20 minutos do que o argentino em 70.
Lucho deu-nos muito no passado? Muito agradecido. É líder de balneário? Que seja. Motiva o grupo? Óptimo. Sua a camisola (mesmo que já não consiga suá-la muito)? Excelente. Mas pode fazer isso tudo a partir do banco. Não precisa de estar em campo, pelo menos no início do jogo. São 33 anos!
Ontem, no FC Porto – Setúbal, o treinador deu-nos o prazer de ver os artistas em campo durante alguns minutos. Não contente com Josué, juntou-lhe ainda Kelvin e Quintero. É um consolo ver jogar estes 3 rapazes e os nossos olhinhos brilham de satisfação. Uma satisfação que se torna redobrada quando vemos que, para o lugar do nosso Quaresma – que me surpreende pela forma que exibe – já não entra o Sr. Inércia, mais conhecido por Licá.
Alô, Miguel Sousa Tavares? Uma aposta em como no próximo artigo vai fingir que Varela não jogou?