Pedro Proença e o golo de Maicon no Benfica – FC Porto de 2012


Poucos dias depois de roubar o FC Porto em Alvalade, Pedro Proença vem assumir numa comovente reportagem televisiva que errou ao validar o golo de Maicon, em fora-de-jogo, no Benfica 2 – FC Porto 3 da época de 2011/2012.
As imagens provam que o FC Porto não foi favorecido nesse jogo. Por mais que tentem transformar em verdade uma mentira mil vezes repetida. Mesmo quando é o próprio, sabe-se lá com que escusas intenções, a embarcar na teoria geral.
O golo de Maicon em fora-de-jogo, lance da responsabilidade do assistente, foi aos 87 minutos. Pois bem, 7 minutos antes, na sequência de um canto, Cardozo fez um penalty clamoroso na área do Benfica, defendendo a bola com as duas mãos e impedindo o FC do Porto de passar para a frente do marcador. Seria o segundo cartão amarelo e a consequente expulsão do paraguaio.
Vejamos as imagens: na sequência de um canto, a bola é cruzada para o centro da área do Benfica por Hulk. Sem que ninguém conseguisse tocar na bola, Cardozo, à entrada da pequena área, amortece a bola com o braço direito e logo a seguir, porque lhe ia a fugir, amortece-a com o braço esquerdo. O árbitro Pedro Proença estava à entrada da área e não tinha qualquer jogador entre ele e Cardozo. Estava de frente para a jogada. Viu o penalty e não quis marcar. Não foi um erro do assistente, foi um erro seu que agora decide não assumir também.
Um dia certamente perceberemos por quê…
penalty cardozo penalty cardozo 2

Roubo de Igreja

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O árbitro foi o melhor elemento do Nacional – FC Porto. O mesmo João Capela que na época passada conseguiu não ver duas grandes penalidades flagrantes na área do Benfica, no jogo contra o Sporting, descortinou ontem sabe-se lá o quê na área do Nacional. Vai daí, ROUBOU um golo limpinho, limpinho a Jackson Martinez e arredou o FC Porto, de vez, da luta pelo segundo lugar. Sem dúvida que foi o melhor – vinha com a lição bem estudada e executou-a na perfeição.
É engraçado ver os comentários dos programas de Domingo à noite. Quando não interessa falar de arbitragem – e ontem não interessava – arranja-se um caso qualquer, extrapola-se uma situação e passa-se meia hora a dizer que Quaresma não pode ir à Selecção com aquele comportamento. Olvidando TUDO o que esteve na base dessa situação. António Oliveira embarca na onda e diz que não foi pelo árbitro que o FC Porto perdeu. Não, golo fora-de-jogo e golo roubado é coisa de somenos. Para quem tem aspirações à cadeira de Pinto da Costa, vai longe.
Os limites da decência foram ultrapassados pela televisão do Correio da Manha com a conivência de Jorge Coroado. Na análise à arbitragem, é mostrada uma falta de Herrera no meio-campo que o árbitro não assinalou, um fora-de-jogo mal tirado a Candeias e mais 2 ou 3 situações em que o árbitro terá prejudicado o Nacional. Sobre o golo em fora-de-jogo, nem uma palavra. Se não é para provocar, parece.
Quanto a Pinto da Costa, que continue calado. Segunda derrota consecutiva fora com segunda roubalheira e, do Presidente que um dia teve tomates, não se consegue ouvir uma palavra que seja. Se entende que não é capaz de defender o clube a quem deu tudo, mas pelo qual continua a fazer-se pagar principescamente, então que dê o lugar a outro.
Ontem foi daqueles dias em que me apeteceu escrever no Bitri logo que o jogo acabou. E não, o post não ia ser este, as palavras não iam ser estas.

Derrota à Capela

O que dizer de um jogo que perdemos por um golo de diferença e vemos o árbitro validar um golo do adversário em fora de jogo e anular-nos um golo sem qualquer justificação? Teve claramente influência direta no resultado, coisa que esta época tem sido recorrente.

Não fosse isso, e estaria aqui certamente a falar de uma vitória justíssima do nosso adversário, tal foi o paupérrimo futebol apresentado pelo nosso clube.

A primeira parte foi um deserto de ideias em que Luís Castro provavelmente se pudesse, substituiria todos os jogadores e meteria outro onze ao intervalo tal a nulidade de futebol que apresentamos. Sofremos um golo aos 18 minutos, que caso não fosse em fora de jogo, diria que era perfeitamente justo.

Para o inicio da segunda parte, o nosso treinador mudou dois jogadores, e o que se pode dizer é que não poderia ter sido um melhor inicio, já que marcamos o golo do empate no primeiro minuto, por Jackson Martinez.

Só que de seguida em mais uma desatenção defensiva, particularmente de Abdulaye, que deixa Rondon completamente sozinho na cara do golo e este não se fazendo rogado, voltou a adiantar no marcador o adversário.

Posto isto, lá continuamos nós com o nosso futebol pobre e sem ideias, até que, caído do céu temos uma grande penalidade (duvidosa) a nosso favor, e a hipótese de igualar o marcador, só que Quaresma volta a falhar. É incompreensível uma equipa como o FC Porto, ano após ano falhar sistematicamente grandes penalidades. Já tenho saudades de ver um grande marcador de bolas paradas no nosso clube. Já lá vão demasiados anos sem um.

Daí e até final dominamos o jogo, a jogar mal, mas a dominar até que à passagem dos 78 minutos igualamos o marcador, só que o senhor Capela (conhecido já noutras andanças) decide anular-nos o golo. Como é possível anular aquele lance? O que ele viu? Com toda a certeza será premiado por aquilo que fez, pois trouxe a lição bem estudada e conseguiu aquilo a que se propôs.

Resumindo, o FC Porto jogou muito mal, tal como tem vindo a fazer em grande parte da época, mas que se não tivesse sido prejudicado por um homem vestido de amarelo teria no mínimo conseguido o empate. Têm sido demasiados jogos a sermos prejudicados esta época, tem sido mesmo vergonhoso.

Quanto a destaques, no meio do deserto que foi a nossa equipa, só um deles merece nota positiva para mim e esse alguém é Jackson Martinez. Não só pelos golos (um válido, outro roubado), mas por aquilo que lutou. Não raras vezes o vi a vir cá atrás recuperar bolas, a lutar contra os acontecimentos. Esteve mesmo muito bem. Tudo o resto foi miserável.

Nota final para uma cena lamentável no final do jogo. Sei que por vezes é difícil controlar os nervos quando as coisas correm mal, mas Ricardo Quaresma, poderia com a atitude que teve no final ter prejudicado o clube para os próximos jogos. O campeonato já estava perdido antes deste jogo, o 2º lugar também só com muita boa vontade é que poderíamos acreditar que ia ser possível lá chegar, mas temos outras competições que podemos vencer e precisamos de todos os jogadores.

Futuro

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Ao assistir a mais um jogo da nossa equipa B dei comigo a pensar se na próxima época algum daqueles jogadores serão aproveitados na equipa principal.

Quando vejo os outros grandes a fazerem um bom aproveitamento de jogadores da equipa B, deparo-me com uma triste realidade. O meu clube não apostou em ninguém vindo da equipa secundária. Aproveitou, isso sim, e bem, para rodar alguns elementos do plantel principal, mas o caminho inverso ninguém o fez. E não percebo porquê. Estamos em 1º lugar no campeonato da 2ª Liga, e semana após semana, vou vendo jogadores que talvez pudessem servir como uma luva.

Desses jogadores destaco dois. Tozé e Mikel.

Tozé, médio, fruto das nossas camadas jovens, é líder dos melhores marcadores da 2ª liga com 15 golos, o que para um médio é obra. Numa época em que é unânime que temos um dos piores meios campos dos últimos anos, não teria sido proveitoso aproveitar este produto das nossas camadas jovens?

O outro, é médio defensivo, de nome Mikel. Não é produto das nossas camadas jovens, mas é novo e tem uma grande qualidade. Numa época que Fernando tem estado sobrecarregado de jogos e que muito provavelmente será a última de Dragão ao peito, pergunto: -Não seria boa ideia começar a meter este jovem trinco em alguns jogos do campeonato para ele “rodar”?

E como estes dois, outros deveriam ser aproveitados. Tenho esperança que isso suceda para a próxima época. Esperarei.

 

Hegemonia

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Somos realmente grandes. Em 30 anos apenas perdemos o título por 11 vezes, o que dá 19 campeonatos conquistados e mais ainda, nos últimos 30 anos só por duas vezes não conquistamos nada. Esta época como já conquistamos a Supertaça, e ainda podemos conquistar mais três competições (Liga Europa, Taça de Portugal e Taça da Cerveja), significa que não vamos ficar a seco, mesmo que não conquistemos mais nada até final da época.

Os jogadores não estão cansados

Que o plantel do FC do Porto apresenta falta de soluções em determinados sectores, parece uma verdade insofismável. Que há alguma falta de qualidade/maturidade em determinados elementos que por vezes são chamados a entrar no decorrer do jogo, também se me afigura como evidente. Daí a dizer que o plantel é fraco e muito pior do que em anos anteriores, vai uma grande distância. Voltarei a este assunto logo que possível, mas sempre digo, para já, que fomos campeões europeus e mundiais, bem recentemente, com jogadores do calibre de um Marco Ferreira, um Tiago ou um Jankauskas.
Quanto ao assunto que neste momento mais aflige os portistas, ou seja, a falta de frescura física para o que falta da época, não me parece que haja motivo para grandes preocupações, mesmo que a equipa jogue permanentemente de 3 em 3 dias. Já sem contar com os índices motivacionais, que neste momento só podem estar em alta, a maior parte dos actuais titulares não tem assim tantos jogos nas pernas.
Não é o caso dos laterais, evidentemente. A falta de alternativas a Danilo e a Alex Sandro é o caso mais gritante da deficiente preparação de determinados sectores do plantel. Temo pela condição física dos 2 brasileiros, embora me pareça que, neste momento e com o segundo lugar praticamente perdido, Ricardo fosse uma boa alternativa para os jogos da Liga. À direita ou à esquerda, podia ir fazendo descansar os titulares.
Tirando estes 2 casos, o resto da defesa não me oferece preocupações. Fabiano e Reyes estão fresquinhos e Mangala, apesar dos muitos jogos, não dá sinais de fadiga.
No meio-campo, todos conhecemos a rotatividade que Paulo Fonseca foi fazendo enquanto cá esteve. Assim, à excepção de Fernando, cuja energia parece não acabar, Defour, Herrera, Carlos Eduardo e Josué fizeram relativamente poucos jogos. Iam trocando a titularidade entre si e muitas vezes ficaram no banco.
No ataque, já se viu que Varela e Jackson estão cansados, mas o cansaço do colombiano parece mais psicológico do que físico. Ainda assim, no último jogo contra o Benfica e ao contrário do português, deu sinais de retoma. Quanto a Quaresma, que tem sido o mais importante do ataque, está agora a começar a época.
Dos que têm estado na primeira linha das substituições, no meio-campo e ataque, Quintero, Ghilas e Licá parecem estar a atravessar um bom momento e oferecem garantias.
Não será, pois, pela componente física que não faremos coisas bonitas no que falta desta temporada. A ver se vamos a tempo.

Fim de ciclo? Ainda não, ainda não…

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Como escreveu alguém no Portal dos Dragões, se me dissessem há um mês que no final deste jogo ia estar frustrado pela vitória por 1-0, não acreditava.
Foi um jogo sensacional do FC Porto. Que diferença em relação ao tempo de Paulo Fonseca! Que raça, que atitude, que vontade! E aquela defesa, que acumulava erros infantis, perdas de bola inacreditáveis! E aquele meio-campo, que nem defendia nem alimentava o ataque? E os avançados, que simplesmente não criavam oportunidades de jeito! E aquelas substituições, feitas a 10 e a 5 minutos do fim e sempre as mesmas?
Ontem valeu a pena o sofrimento. Ao contrário do costume, em que fico calmo quando o jogo começa, estive nervoso durante os 90 minutos. E a cada minuto que passava, senti que podíamos ir mais longe, que podíamos marcar mais golos, que tínhamos de resolver logo ali a eliminatória. Não conseguimos e aquele último lance, o do Quintero isolado, foi de arrancar os cabelos. É um miúdo de luxo, mas ainda tem tanto para crescer!
É possível que venhamos a arrepender-nos pelas oportunidades perdidas no jogo de ontem. Nunca se sabe. A vitória e a exibição de ontem, no entanto, ninguém nos tira. E foi com um sorriso que ouvi na SIC-Notícias o insuspeito David Borges a dizer que se fala de «fim de ciclo» sempre que o FC do Porto mas que afinal…

Vantagem ao intervalo

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Quando me levantei hoje estava longe de imaginar que iria ter a minha estreia no Dragão em jogos contra o nosso rival interno. Mas a convite de um grande amigo lá fui eu ao estádio. 

Nunca tinha ido porque estes jogos mexem talvez em demasia comigo e sempre tive receio de ser aquele indivíduo que passa de maca porque não aguentou as emoções do jogo. 

Antes de sair de casa a minha filhota vira-se para mim e diz-me: – Pai, espera um pouco, vou fazer uma bandeira para levares. Quando o Porto marcar mostra esta bandeira. E lá fez ela um cartaz cheio de corações e a dizer Porto. Podem não acreditar, mas ao ver aquele gesto até fiquei mais confiante.

Mas falando do jogo, o que eu assisti hoje foi a um grande banho de bola dado pela nossa equipa ao adversário. Grande primeira parte, com o nosso meio campo muito pressionante, a não dar uma nesga de terreno ao visitante e logo aos 6 minutos após um pontapé de canto, Jackson Martinez salta mais alto que todos e fatura. Estava conquistada a vantagem. Daí para a frente continuamos a dominar o jogo e só por mera falta de sorte é que não conseguimos chegar ao intervalo com uma vantagem mais dilatada.

Que saudades que eu tinha de ver este FC Porto. Não sei onde andou, mas que aos poucos e poucos vai melhorando isso vai. Hoje vi uma defesa compacta, um meio campo pressionante e que não foi alheia a boa entrada de Herrera no onze inicial e um ataque que, tivéssemos um Varela em forma poderia ter sido muito mais letal. 

A segunda parte começa com um jogo mais equilibrado, embora nunca fossemos verdadeiramente postos à prova, salvo num lance em que Fabiano faz aquela que para mim foi a defesa da noite. E essa defesa, resume tudo aquilo que o adversário fez. Por outro lado, Jackson Martinez poderia ter dado outra justiça ao resultado se aquele seu fantástico lance tem terminado no fundo da baliza e não no poste, ou se Quintero isolado tem tentado partir ele para o golo ao invés de tentar oferecê-lo a Quaresma ou até Alexa Sandro que também com a baliza pela frente tem corrido mais um pouco com a bola e tem tentado fazer golo.

Foi um jogo praticamente de sentido único e que o resultado peca por escasso. 

Agora na segunda parte da eliminatória, será muito difícil segurar esta vantagem, porque não temos o plantel do adversário, porque estaremos a jogar fora de casa, mas estou convicto que se formos lá com a garra que fomos a Nápoles e com o futebol que apresentamos hoje, teremos com toda a certeza uma palavra a dizer.

Quanto a destaques individuais, destaco naturalmente o marcador do golo, Jackson Martinez, não só pelo golo, mas pelo trabalho que deu à defesa contrária, destaco também Ricardo Quaresma que fez uns primeiros 45 minutos fantásticos, tendo depois caído de produtividade na 2ª parte, Herrera que veio trazer mais velocidade e acutilância atacante, o “puto” Diego Reyes, que fez um jogo enorme, a deixar-me esperançoso de que talvez tenhamos acertado na sua contratação, Mangala que desta vez não ligou o complicador e jogou certinho e muito bem. Defour também esteve bem, assim como os laterais. Fabiano que na única vez que foi chamado a intervir, disse presente e, acima de todos estes, FERNANDO. Que grande jogo do polvo. Estava em todo o lado. Estancou todas as tentativas de ataque adversárias (o adversário só chegou à nossa área em lances de bola parada), distribuiu jogo, atacou, em suma, esteve enorme.

De negativo destaco Varela. O extremo não está bem, não consegue ganhar um lance, não desequilibra, não recupera, é um verdadeiro menos um em campo. Por muito que a nação portista não goste do Licá, penso que talvez não fosse pior tê-lo em campo ao invés de Silvestre Varela.

Em suma, foi um bom jogo do nosso FC Porto, com uma vitória justa, mas escassa para o caudal de jogo apresentado e partimos para a 2ª mão em vantagem na casa do adversário.

Uma nota final para o comportamento do público. Com exceção da primeira vez que Ricardo Quaresma pega na bola para marcar o pontapé de canto, que choveram isqueiros, telemóveis e tudo mais que tinham à mão, foi um comportamento exemplar de parte a parte. Incentivaram cada qual o seu clube, foi um espetáculo bonito de se ver nas bancadas, o que só prova que não havendo troca de “galhardetes” entre os responsáveis máximos de ambos os clubes, o futebol tem tudo a ganhar.