Deixo aqui a minha vénia

Cada vez mais Cristiano Ronaldo me convence que é mais do que um grande jogador de futebol.
São inúmeras as atitudes de louvar do CR7, e a última delas não foge à regra.
Ciente que o seu irmão tem um grave problema com o álccol e após várias tentativas sem êxito de o “curar” desse problema, Ronaldo resolveu lançar um desafio ao seu irmão.
Disse-lhe que se ganhasse a Liga dos Campeões ele teria de deixar de beber. E no final foi bem notório o abraço emotivo que ambos trocaram.
Ronaldo já cumpriu a sua parte, agora falta o irmão.
Respect!!

Cago no Quaresma?


Tudo bem que Ricardo Quaresma, fruto da sua atitude em campo e dos seus exageros, suscita as mais diversas reacções, mais ou menos acaloradas. Acontece dentro do FC do Porto, quanto mais fora do clube.
Daí a quererem cagar-lhe em cima, vai uma grande distância. Estou em crer que a Direcção devia tomar uma atitude firme. Em cima dos nossos jogadores, ninguém caga.
Se aceitarmos esta ameaça de ânimo leve, o que se seguirá?

Maicon

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Confesso que sempre foi dos meus jogadores preferidos do atual plantel. Inúmeras vezes critiquei as opções de PF ou Luís Castro por não apostarem no brasileiro e hoje ao ler a entrevista que deu a Ojogo, ainda com mais certezas fiquei de que para além de se tratar (na minha opinião) de um bom central é um grande portista e um líder de balneário pela positiva.

Na referida entrevista acusou-se a si próprio e aos jogadores, defendendo sempre os treinadores. Embora eu ache que PF tenha muita culpa no que aconteceu, penso também que a falta de profissionalismo dos jogadores foi peça chave para o fracasso. 

Ao dar esta entrevista, mais para dentro do que para fora do balneário, Maicon mostrou personalidade e espírito de liderança.

Não se pode escamotear o que aconteceu. Passaram-se coisas muito estranhas e todos, repito TODOS têm de ser responsabilizados.

Dos jogadores ouvi pela voz de Maicon o assumir responsabilidades, de Luís Castro também ouvi (e até foi o menos culpado na minha opinião)., falta agora ouvir por parte da SAD e do antigo treinador que apenas se soube queixar dos egos e super egos que existem no plantel.

 

O clube dos calimeros

Os adeptos do clube dos calimeros passam mais tempo a falar dos outros clubes do que do seu próprio. Nos seus principais blogues, não há dia nem post que não vociferem contra os dirigentes e os treinadores dos outros clubes. Não há dia nem post que não destilem raiva por tudo o que a Comunicação Social faz contra o seu clube. Nos seus fóruns, os adeptos calimeros dedicam centenas de páginas aos clubes rivais, onde analisam diariamente, de forma depreciativa, tudo o que é notícia. Para eles, tudo o que os outros clubes conseguiram foi graças às arbitragens e às manobras subterrâneas em que esses clubes (e só esses) são especialistas. Rebaixam a História dos outros sem sequer se preocuparem em com isso rebaixarem a sua.
São uns coitadinhos, os adeptos calimeros. Queixam-se de tudo e de todos e, no meio dessa azáfama, nem sequer conseguem vislumbrar os próprios erros – reconhecê-los e corrigi-los para serem mais fortes e melhores do que os outros. Continue reading

Tiques de Vale e Azevedo

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E não é que o Calimero do nosso futebol, também começa a revelar a sua faceta de Vale e Azevedo? Também mente com quantos dentes tem. O homem faz-se. Será que vai terminar onde terminou o seu mestre, ou seja a sacristão na cadeia? Vou esperar para ver.

O que eu me ri quando li isto.

27 de Maio de 1987

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Uma data que jamais esquecerei. Um dos dias mais felizes da minha vida. Campeões europeus pela primeira vez.

Lembro-me perfeitamente de ver este jogo em minha casa ao lado do meu pai, benfiquista de gema, mas que naquele dia era portista como eu.

Recordo-me que passei todo o dia a pensar no jogo, ansioso pela chegada da hora do jogo.

Quando os alemães fizeram o 1-0 por Kogl, só me lembro de ter pensado para mim: “calma, ainda vamos virar isto”.

Depois de uma primeira parte fraca, a segunda parte começa com dois remates fortes de Madjer a quererem anunciar o que aí vinha. Pouco depois aquela jogada fantástica de Paulo Futre, que cavalgou desde o meio campo até à área, falhando apenas na finalização. Aquele lance merecia golo sem dúvida.

Depois veio o lance do golo. Lembro-me perfeitamente das palavras de Ribeiro Cristóvão no lance do golo. Estava ele a comentar que o FC Porto estava bem melhor mas sem conseguir materializar em golo o domínio. E diz ele: “É o velho ditado da água mole em pedra dura, que tanto bate, tanto bate, mas desta vez não fura.” Dito isto, Frasco pega na bola, mete-a em Juary que passa a Madjer que de calcanhar empata o jogo.

Lembro-me de ter gritado agarrado à televisão feito louco. O meu pai pede-me para ter calma que ainda me dava qualquer coisa. Mas quem consegue ter calma quando vê o seu clube a poder ser campeão europeu pela primeira vez?

Pouco depois, Madjer que tinha estado a receber assistência fora do campo, pede para entrar em campo, o árbitro concede, Celso mete a bola em profundidade para o “professor”, e depois de ter partido os rins a Winkelhofer, cruza para o golo de Juary.

Aí, o meu pai que se fartou de me pedir calma, não aguentou ele próprio as emoções e festejou como nunca o vi a festejar, principalmente porque nem era portista.

Foi uma alegria imensa a que senti. Ver o FC Porto a levantar o caneco. Ver o nosso grande Capitão, João Pinto, agarrado a ela tal qual um miúdo a quem lhe deram um brinquedo novo. Não a largava nem por nada. Foi talvez a maior alegria desportiva que tive.

Para a história ficam os nomes dos heróis que estiveram em campo nesse 27 de maio de 1987 no Prater em Viena:

Jozef Mlynarczyk; João Pinto, Eduardo Luís, Celso e Inácio; Quim, Sousa e André; Futre, Jaime Magalhães e Madjer;

Jogaram ainda Frasco e Juary.