Para onde caminhas FC Porto?

Depois de mais uma época desportiva a terminar o que poderemos dizer da prestação do nosso clube nas diversas modalidades?

Quanto ao futebol está tudo dito, terceiro lugar no campeonato, péssimas exibições ao longo de toda a época e apenas a supertaça conquistada ainda em agosto.

No basquetebol depois de um surpreendente abandono da modalidade, voltamos com um grupo muito jovem e conseguimos conquistar o campeonato da Pro Liga (tipo a 2ª divisão da modalidade). Agora com a participação na principal divisão veremos como se sairão, mas pode-se dizer que foi uma época muito boa.

No andebol, fomos Hexacampeões. Primeiro clube a consegui-lo em Portugal. Destaque também para a participação na fase de grupos da Liga dos Campeões. Um feito inédito na história do nosso clube.

Quanto ao hóquei, época para esquecer, principalmente pela falta de entrega de muitos dos jogadores, embora para mim falar desta modalidade me seja complicado pelos motivos que enunciei aqui, não posso deixar de criticar a época agora finda.

Além dos resultados desportivos, noto também um cada vez maior afastamento do clube para com os adeptos.

Ainda no passado sábado uma das coisas faladas no III Encontro da Bluegosgera foi precisamente esse afastamento. Nota-se uma falta de interesse do tamanho do mundo dos dirigentes (e até jogadores) para com a massa adepta. Parece que estão num patamar inacessível ao comum dos mortais, e não foi isso que fez com que nós adeptos ganhássemos o “amor” que temos para com o FC Porto.

Acho que nos aburguesamos e isso para um clube que sempre fez da humildade o seu ponto forte não deixa de ser preocupante.

Onde pára aquele clube que em tempos tinha montes e montes de miúdos à porta do saudoso Estádio das Antas a “pedirem” aos adultos que iam assistir aos jogos para entrarem com eles como se fossem seus filhos, pois na altura as crianças não pagavam. Podem não acreditar mas isso fazia ganhar a famosa mística do Dragão e fazia ganhar adeptos.

Onde pára aquele clube que sempre que um jogador marcava um golo era rodeado pelos restantes que lhe davam as famosas “cepas”? Demonstravam alegria e união.

Onde pára aquele clube que deixava os adeptos falarem com os jogadores após os treinos? Agora temos o Olival fechado ao comum dos mortais e quem quiser ver os jogadores é esperar cá fora e vê-los a passar de carro e limitando-se a acenar para quem vai lá para tentar um instantâneo com algum dos “craques”.

Onde pára aquele clube que sempre me habituei a ter um capitão carismático, desde Fernando Gomes, João Pinto, Vítor Baía, Jorge Costa ou Pedro Emanuel? Atualmente não temos capitão de equipa na verdadeira acepção da palavra.

Perante isto a pergunta impõem-se.

Para onde caminhas FC Porto?

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