Justo mas exagerado

E foi com uma vitória por três bolas a zero que “despachamos” o nosso adversário de hoje.

Mas não se pense que foi um jogo fácil, longe disso. Muito por culpa do FC Porto que se apresentou com os mesmo pecados da semana passada contra o Paços de Ferreira. Futebol lento, sem progressão, muito previsível.

Lopetegui operou a mais uma revolução no onze, fazendo recuar Brahimi e Óliver para o meio campo, tirando Rúben Neves e Herrera e fazendo entrar Quaresma e Adrián para as alas.

E se Quaresma entrou bem no jogo, sem deslumbrar é um facto, mas muito interventivo, já Adrián voltou a fazer mais do mesmo, ou seja, nada, nada, nada.

Não percebo o que se passa com este espanhol, mas se continua assim, começa a ser difícil de explicar a sua aposta no onze inicial.

A primeira parte foi um tormento para quaquer adepto que gosta de ver futebol. Foi portanto com agrado que vi o jogo chegar ao intervalo.

A segunda parte começou um pouco melhor do que a primeira, mas na mesma numa toada lenta e sem progressão, até que Lopetegui tira um desinspirado Casemiro para fazer entrar Rúben Neves. Essa troca teve o condão de libertar Brahimi, que começou a aparecer mais na frente e a criar desequilíbrios na defesa adversária. E foi numa jogada iniciada por Rúben Neves que mete a bola em Quaresma, este passa para Brahimi, que descobre uma linha de passe, endossando a bola em Óliver Torres que se limitou a empurrar a bola para dentro da baliza à passagem dos 70 minutos.

A partir daí começamos a jogar bem melhor, mais soltos e com a baliza como objetivo (não deveria ser sempre?) e 4 minutos depois, voltamos a marcar por Jackson Martinez, após um bom cruzamento de José Angel.

Daí até ao final ainda houve tempo para falharmos um penalty (difícil de perceber tantos falhanços ano após ano) por Quintero e para o terceiro golo, segundo da conta pessoal do Cha Cha Cha.

Resumindo foi uma vitória importantíssima (a terceira em três jogos) para os nossos objetivos, mas em que foi claramente melhor o resultado que a exibição.

Quanto a destaques individuais, para mim os melhores foram claramente Brahimi e Jackson Martinez. Um bom jogo dos dois.

Quanto a destaques pela negativa, destaco a falta de pressão do meio campo e a falta de verticalidade do nosso jogo, para além de Adrián lopez e Casemiro.

Agora vamos ter uma pausa por causa das seleções, retomando depois o campeonato com uma deslocação muito difícil a Guimarães, um clube que está a ter um inicio de época fulgurante.

Podia ter sido pior

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E está realizado o sorteio da fase de grupos da Champions.

Vamos medir força com os ucranianos do Shaktar, a viverem um período conturbado a nível político, os espanhóis do Atlético de Bilbau , uma equipa sempre muito difícil, principalmente em casa e os bielorrussos do BATE Borisov.

Na minha opinião foi um sorteio favorável às nossas cores e temos todas as condições para passar o grupo.

Esperemos que assim seja. Para além dos milhões que entrarão nos nossos cofres, é sempre bom juntar a isso os bons resultados desportivos.

Quanto às outras equipas portuguesas envolvidas, penso que o Sporting, atendendo a que eram terceiros cabeças de série também não se podem queixar.

Quanto à outra equipa interveniente, o grupo é bem mais complicado na minha opinião.

De todas as formas, boa sorte para eles também.

Cosmin Moti

Quem é Cosmin Moti? Não, não é uma contratação para o nosso clube, mas sim um defesa central do Ludogorets que ontem foi o herói improvável da eliminatória contra o Steaua de Bucareste.

Quando o guarda redes do Ludogorets é expulso e a partida vai para a decisão na marca das grandes penalidades, pensou-se que a eliminatória estaria irremediavelmente perdida, mas Cosmin Moti, defesa central da equipa que assumiu a baliza, não só decidiu marcar, e com sucesso a primeira das grande penalidades, como defendeu duas, fazendo assim com que a sua equipa se apurasse para a fase de grupos da Champions e se tornasse o herói do jogo e ficasse com uma história para contar aos netos.

É também de histórias destas que se faz a Liga dos Campeões, e esta, vai certamente entrar para os lugares cimeiros das melhores histórias da competição.

Abaixo, podem ver o vídeo das grandes penalidades.

 

A nossa fantástica comunicação social

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E não é que no dia que o FC Porto atinge a fase de grupos da Liga dos Campeões as capas dos jornais desportivos da capital do império são estas que apresento em cima.

É muito mais importante saber que dois jogadores que andam “mortinhos” por se porem na alheta dos seus clubes podem jogar o derby do próximo domingo.

É o jornalismo que temos, um jornalismo do mais rasteiro que existe.

Voltou a normalidade *

Estamos na Champions. O nosso treinador devolveu-nos a vontade e o querer. O futebol da equipa começa a carburar. A juventude dos jogadores e a grande maturidade mostram que temos futuro.
A CS afecta ao regime só fala do elevado investimento do nosso clube. O costume.
Os jornalistas afectos ao regime falam mais do Quaresma do que na altura da convocatória do mundial. O “insurreto, mal educado e destabilizador” do balneário, não poderia ser convocado para a selecção, mas se não fôr convocado pelo clube, ou estiver a suplente, temos escândalo! O costume.
Na FPF as notícias são que o selecionador terá mais poder (então Paulo Bento foi o pau mandado de quem?). O costume.
Jorge Jesus foi expulso. Mas não leva jogos de castigo. O costume.

*Título gamado ao Fernando Moreira de Sá, do seu Facebook.

Parvoíce e estupidez

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Ontem, por volta do minuto 82′, aquando da entrada de Ricardo Pereira para o lugar de Casemiro, assisti a uma cambada de energúmenos a assobiarem o treinador por não ter feito entrar Ricardo Quaresma.

Ora, nem sequer discuto a qualidade individual do RQ7, mas também não discuto a decisão do treinador. Sinceramente meus amigos, com Quaresma em campo, Brahimi não teria marcado aquele grande golo. Sabem porquê? Porque Quaresma é o dono da bola, não permite que mais ninguém o seja, não sabe jogar em equipa e não interioriza que não pode ser assim.

Pessoas que se auto-denominam adeptos não assobiam o treinador quando este mostra pulso forte e não permite veleidades e tiques de estrela a ninguém, adeptos apoiam o treinador. A época passada tínhamos um tipo porreiro no banco, mas completamente brando e sem personalidade para lidar com os egos e super egos (palavras dele) do balneário. Todos nos queixamos que o grupo estava sem controlo, e agora que temos um treinador que, e falando português, os tem no sítio, assobiamos? Por favor, tenham juízo!

Lembram-se do castigo de Mourinho a Vítor Baía? Lembram-se o que aconteceu depois? Baía voltou para fazer duas épocas do melhor, sendo até considerado na altura o melhor guarda redes do mundo.

Ao assobiarem o treinador, fazem-no perder força nas decisões de balneário e dão forças a quem não as pode ter (um jogador), e estão a contribuir para divisões no balneário. Reflitam e não o voltem a fazer, senão, sinceramente, é melhor ficarem em casa ou no tasco mais próximo a verem o jogo.

Tenho dito!