Pai Natal chegou mais cedo à Ucrânia

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O que dizer de um jogo em que jogamos bastante bem, talvez a melhor exibição da época até ao momento na minha opinião, mas que falhamos uma grande penalidade, e oferecemos dois golos completamente estúpidos e imbecis ao adversário?

Empatamos de uma forma idiota mesmo. Fomos incomparavelmente superiores ao adversário, criamos imensas oportunidades, mas apenas saímos com um ponto da Ucrânia.

Foi um jogo muito conseguido por parte do nosso clube, jogando em velocidade, com muita personalidade, e a criarem imensas oportunidades, o que até nem tem sido no normal neste Porto de Lopetegui.

Do outro lado estava uma equipa também muito rápida e tecnicista, mas a ser bem travada pela nossa defesa.

Dominamos perfeitamente a primeira parte e até podíamos ter saído para o intervalo em vantagem, não tivesse Brahimi falhado uma grande penalidade, penalidade essa que nos veio a fazer muita falta.

A segunda parte começa como terminou a primeira, com o nosso clube a controlar perfeitamente o adversário e a criar oportunidades de golo, até que apareceu a imbecilidade de Óliver. Já tinha prometido antes com sucessivas tentativas de sair com a bola jogável em zonas nada aconselháveis para tal, e como diz o ditado, tantas vezes o cântaro vai à fonte que um dia fica lá. Perdeu a bola, permitindo que o adversário atingisse a vantagem no marcador.

A partir daí Lopetegui corrige o erro (mais um) inicial, tirando Aboubakar e metendo o dono do lugar, Jackson Martinez, e fazendo sair Marcano (trinco adaptado) para entrar Quintero.

Quintero começou a meter alguma ordem naquele meio campo, com muito bom controle e distribuição de bola e encontrando espaços onde parecia não haver.

Só que pouco depois, Maicon teve uma paragem cerebral, oferecendo a bola ao adversário originando o segundo golo do Shaktar.

Confesso que após o segundo golo não acreditei que fossemos capazes de igualar ou vencer o jogo, mas quando se tem uma equipa muito superior à do adversário e um ponta de lança de classe mundial, aliada a uma crença que gostei muito de ver tudo é possível.

Conseguimos empatar com dois golos do Cha Cha Cha, o que foi um mal menor e que nos permite continuar na liderança do grupo.

Quanto a destaques, para mim Danilo fez uma grande exibição, estando em todo o lado, quer a defender, quer a atacar. Está em grande forma e para mim foi o melhor em campo.

Destaco também Martins Indi, talvez tenha feito umas das melhores exibições de azul e branco.

Tello, que apesar de tudo gostei da exibição, só é pena que poucas vezes decide bem as jogadas. Mas o certo é que as cria e com a sua grande velocidade, fez muitos estragos naquela defesa ucraniana.

Jackson que entrou e marcou dois golos. É um grande ponta de lança e a menos que tenha alguma lesão, nestes jogos tem de jogar sempre de inicio.

Quintero também entrou muito bem criando muitos espaços e muito rematador.

Pela negativa, Lopetegui por mais uma vez surpreender pela negativa no onze inicial. Nada contra Aboubakar, até me parece que tem tudo para ser importante na nossa equipa, mas nestes jogos têm de jogar os melhores.

Óliver e Maicon pelas idiotices que protagonizaram e originaram os dois golos do adversário, principalmente o espanhol que tem de levar um valente puxão de orelhas.

Não fossem esses erros, teríamos provavelmente vencido o jogo com tranquilidade, pelo jogo que fizemos, que na minha opinião, como disse no inicio do post foi o melhor da época, mas com as oferendas até parecia que o Pai Natal tinha chegado à Ucrânia de azul e branco vestido.

 

Jogar com o banco

Treino do FC Porto

Repetem-se as críticas ao nosso treinador basco porque tem dado uma forte rotação aos jogadores convocados e aos que alinham desde o início. Que é preciso criar rotinas, dizem.

Ora ter um onze repetitivo é de quem só tem onze jogadores. Jogadores contratados para entrarem nesse onze apenas e só quando o titular se lesiona, já bastou o ano passado. Futebol é competitividade, e ela começa na equipa. Dois jogadores para cada lugar significa que ninguém joga sempre, ninguém adormece à sombra da titularidade indiscutível. Rotinas? criam-se nos treinos.

Hoje vimos uma boa demonstração: Jackson Martinez não marcava, ficou no banco. Entrou e marcou. Num jogo estupidamente empatado por conta de erros infantis, o do primeiro golo sofrido e o do penalti mal marcado, ficou a lição: joga quem está a jogar, e ponta de lança é quem marca golos. Só espero que Quaresma tenha entendido de vez o filme.

Chorar ou não chorar, eis a questão

Após ouvir as declarações de Marco Silva em que diz que nunca se queixa das arbitragens e de Jorge Jesus a dizer que o nosso treinador chora muito, decidi fazer uma busca na internet sobre estes dois senhores, e o que tenho a dizer é que foi muito simples encontrar coisas que os contradigam.

Marco Silva pelos vistos já se queixou das arbitragens (não é dos mais queixinhas é verdade mas vou esperar para ver quando o clube dele for espoliado verdadeiramente para ver o que ele tem a dizer), e Jorge Jesus então nem se fala. Encontrei uma infinidade de queixas, choros, berros e afins.

Para não tornar muito fastidioso este post, copiei apenas dois artigos de cada um deles, só para comprovar a minha tese.

Quanto às queixas do nosso treinador, depois do que aconteceu em Alvalade, mas principalmente em Guimarães, para não falar do que aconteceu no Bessa, na Luz contra o Moreirense e na Amoreira contra o Estoril nos jogos do nosso principal rival acho até que ele é muito suave no que diz.

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Continuamos a assobiar para o lado

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Mais uma jornada, mais erros de arbitragem contra nós e a favor do nosso principal rival.

Até quando assistiremos à passividade dos dirigentes do nosso clube? Não é com entrevistas “macias” ao Porto Canal que inverteremos esta tendência.

Os factos estão à vista de todos, só não vê quem não quer.

Campeões Europeus de Ténis de Mesa

TM

Andei envolvido nesta linda modalidade durante um pouco mais de 15 anos, uns como jogador, outros como treinador.

Vi todos estes atletas aparecerem na modalidade, ainda crianças. Assisti à sua evolução, às suas conquistas, à sua entrega.

Nem imaginam a alegria que senti hoje, ao vê-los sagrarem-se campeões europeus. Uma modalidade que foi sempre marginalizada pela nossa comunicação social, sempre esquecida até que nos últimos Jogos Olímpicos estes mesmos atletas ficaram à porta das medalhas tendo conquistado o 4º lugar.

A partir daí lá conquistamos um cantinho na imprensa desportiva portuguesa, pouco ainda, mas já era alguma coisa.

Hoje estes mesmos atletas deram a maior alegria desportiva a todos aqueles que amam esta modalidade. Venceram a toda poderosa Alemanha, vencedora dos últimos seis europeus, e sagraram-se Campeões Europeus.

Num país que só se fala de futebol, e que as nossas primas donnas ganham rios de dinheiro, mas chegam à seleção e não correm, não se esforçam, vemos estes heróis a cerrarem os dentes e darem tudo o que têm para atingirem os seus objetivos.

Marcos Freitas, Tiago Apolónia, João Pedro Monteiro, João Geraldo, Diogo Chen, André Silva que não esteve presente mas também faz parte deste grupo e o seu treinador Pedro Rufino estão de Parabéns.

Obrigado pela alegria que me deram.

Largos dias têm cem anos… e o FC do Porto vai ser Campeão!

Hoje com mais calma, parece-me que as coisas não estão tão negras como parecem. Os empates em Guimarães e Alvalade são normais, o empate com o Boavista é que foi uma estupidez.
O que me preocupa mais é que as exibições continuam a não aparecer. Ontem, podíamos estar a perder por 2 ou 3 ao intervalo, na segunda parte subimos claramente mas não mantivemos o ritmo. O treinador continua a teimar nos mesmos erros.
Se encarreirarmos, se conseguirmos fazer 90 minutos – desde o 1.º! – ao nível do que fizemos ontem a espaços, podemos ganhar o Campeonato. Continuo a dizer que o plantel do Benfica e do Sporting é muito limitado. Rotação é coisa que eles não podem fazer e quando a época começar a pesar nas pernas vai-se ver isso mesmo.
Mas para que isso aconteça, convém não perder o comboio desde já. Lopetegui que ponha os melhores em cada jogo e mais para a frente poderá fazer a rodagem que entender. Esta época não há desculpas. Quem dera aos treinadores anteriores terem tido este plantel.
Quanto à SAD, que faça também o seu papel. Devia ter vindo fazer pressão logo a seguir ao jogo com o Guimarães. Não o fez. Estou para ver se será hoje.

P. S. – Ontem não merecíamos ganhar, com ou sem erros de arbitragem, mas a verdade é que não consigo tirar da cabeça o falhanço do Tello no último minuto. Detesto quando isso acontece.

Justo mas com a sensação que deveríamos ter ganho

danilo

E já vão seis épocas sem vencer em Alvalade. Parece maldição.

E este ano pelo que vi em campo, não fosse o caso de termos dado meia parte ao adversário, fruto de mais uma péssima escolha dos elementos para o meio campo, tínhamos todas as condições para vencer, aliás, deveríamos ter vencido.

Foi um FC Porto apático, que logo aos 2′ ficou em desvantagem. A partir daí pouco se viu do nosso clube sempre permissivo, sem recuperar bolas, a limitar-se a bombear bolas para a frente. Era um meio campo inexistente, que não fornecia bolas para o ataque, que não auxiliava a defesa, enfim, uma miséria mesmo.

Para mim, esta rotatividade constante de Lopetegui origina que não se criem rotinas no meio campo e que constantemente estejamos reféns de lances individuais, porque a equipa não consegue funcionar como tal.

Depois de termos dado meia parte de avanço ao adversário, Lopetegui lá emendou a mão e decidiu tirar Rúben Neves e Quaresma e meter Oliver Torres e Tello.

E com essas alterações nunca mais o adversário conseguiu fazer o que quer que fosse, a não ser num mau alívio de Martins Indi a deixar a bola para Capel, que à entrada da área mandou uma bomba à trave.

Mas não fosse esse lance, estaria aqui a dizer que os segundos quarenta e cinco minutos tinham sido um passeio.

Tello e Óliver entraram muito bem, começaram a criar linhas de passe, a criar desequilíbrios e por vezes a não deixar respirar o Sporting.

Foi num excelente passe de Óliver a isolar Jackson, que obtivemos a primeira grande oportunidade de golo para o nosso lado. O colombiano não conseguiu faturar na cara de Rui Patrício, o que até nem é normal nele.

Poucos minutos depois, no entanto, após uma fuga de Danilo pela lateral conseguimos igualar o jogo num auto golo de Sarr.

Estava feito o empate e a partir havia que partir para a vitória. Oportunidades não faltaram. Poderíamos e deveríamos ter conseguido a vantagem.

Não o conseguimos, por inoperância dos nossos atacantes e mais uma vez por más decisões arbitrais, mas sobre isso falarei no final.

Quanto a destaques individuais, destaco Óliver e Tello que entraram muito bem. Deram outra alma ao nosso clube, criando os desequilíbrios necessários para que se consiga chegar a bom porto.

Marcano também voltou a estar bem. Danilo também a provar que está a atravessar um grande momento, e Herrera, que embora me continue a irritar no capítulo do passe, é sempre um lutador.

Pela negativa destaco a escolha de Lopetegui para o nosso meio campo inicial. Já são horas de estabilizar. Temos de jogar com um meio campo mais vezes seguidas para crarem rotinas, e com jogadores nos lugares certos. Rúben Neves jogou muito bem na pré época a trinco, na primeira jornada com o Marítimo também. Depois que subiu no terreno desapareceu. Por isso ou joga Casemiro ou Rúben Neves. Os dois não dá.

De negativo e mais uma vez, depois de Guimarães, lá tivemos um homem do apito a prejudicar. Tudo começa na primeira parte com uma expulsão perdoada a Slimani. Uma atitude irrefletida do argelino mas que o árbitro decidiu presentear com o amarelo.

Depois, e ainda mais grave, já perto do final do encontro, após uma grande jogada do FC Porto, Maurício corta a bola com o braço. Penalty e segundo cartão amarelo perdoado ao adversário.

Já começa a ser demais, e aquilo que sempre pensei ser um boato, o de Mário Figueiredo (Presidente da Liga) ter dito que enquanto fosse Presidente da Liga o FC Porto não conseguiria vencer nada, começo a achar que realmente será verdade.

Semana após semana, vejo um clube a ser levado ao colo e outro a ser empurrado para trás. E o que mais me custa no meio disto tudo é ver toda a estrutura do nosso clube a não dizer nada. Pinto da Costa prestou uma curta declaração após o jogo de Guimarães, mas nada mais além disso. Já é hora de dar um murro na mesa, caso contrário continuaremos a ser puxados para trás em favor de outro clube.

Em resumo, foi um bom jogo, que não fossem os casos arbitrais, com um resultado justo, muito por força das péssimas escolhas para os primeiros quarenta e cinco minutos. Espero que aquilo que eu vi na segunda parte seja um prenúncio daquilo que teremos no futuro.

O que Julen Lopetegui tem de explicar

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Faz amanhã precisamente um ano, escrevi isto. Coincidências…
Fazendo uma ronda pelos comentários ao jogo nos blogues e redes sociais afectas ao FC do Porto, vi muitas queixas da arbitragem e da Liga.
Arbitragem? Liga? Mário Figueiredo? A arbitragem está integrada na Federação, a Liga não tem nada a ver com isso, muito menos um presidente que está lá a prazo. Em Guimarães, fomos roubados, perdemos 2 pontos por causa disso e eu fui da opinião de que a SAD devia vir a público falar como forma de pressionar arbitragens futuras. Como previa, ninguém veio falar.
Ontem, a culpa não foi do árbitro. Maicon foi bem expulso e gostava de ver o que diriam se um adversário tivesse uma entrada daqueles sobre um jogador nosso. Fazer uma falta daquelas numa zona daquelas? Querem mesmo usar, contra este pobre Boavista, a desculpa de termos jogado com 10?
Quantas oportunidades  criámos com 11 jogadores? Mais de 80% de posse de bola, é certo, mas isso já é o costume. E oportunidades de golo? Pois, o costume. Pouco mais do que zero. Um cruzamento quase-golo que ficou preso no charco (é estultice cruzar assim sabendo do estado do terreno) e um remate de fora da área. Mais nada.
E oportunidades de golo a jogar com 10? O treinador contou 22! Eu lembro-me de 2 ou 3 e nenhuma flagrante. A única digna desse nome ainda terá sido aquela em que Ricardo Quaresma cruzou e, sozinho à entrada da área, Herrera atirou pelo ar.
O problema não foi da rotação, os que entraram não estiveram mal. O problema nem sequer foi deste jogo.
Em 5 jogos, temos 3 vitórias e 2 empates. 7 golos marcados. 7! Menos do que isto só há 21 anos, em 1993, na segunda passagem de Tomislav Ivic pelo clube. Continue reading