Muito mais difícil do que o resultado espelha!

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Cinco golos sem resposta foi o resultado com que o nosso clube brindou o adversário de hoje.
Resultado muito enganador em relação aquilo que se passou em campo.
E quem visse os nossos primeiros dez minutos dificilmente imaginaria as dificuldades porque passamos.
Entramos mesmo muito bem. Rápidos sobre a bola, não deixando o adversário respirar e com um bocadinho de sorte poderíamos ter feito golo nessa altura.
Após esses minutos iniciais o Rio Ave aos poucos foi subindo, sem criar perigo de maior, mas de alguma forma conseguiu equilibrar o jogo até ao intervalo.
A segunda parte começa praticamente com o nosso primeiro golo, marcado superiormente por Tello.
Estava conseguida a vantagem, mas não o descanso. O adversário reagiu muito bem, criando-nos imensas dificuldades, e numa sequência de cantos parece-me inclusive que terá ficado uma grande penalidade por marcar, por corte de Herrera com a mão.
Lopetegui ao perceber que estava a perder o meio campo decide mexer tirando um desinspirado Brahimi fazendo entrar Ruben Neves. Aos poucos fomos recuperando o meio campo e com isso voltamos a aparecer na frente com algum perigo e a afastar o Rio Ave da nossa baliza.
Aos 78′ Jackson num remate muito bem colocado à entrada da área, faz o segundo e fazendo todo o Dragão respirar de alívio.
A partir daí, pese embora ainda tenhamos passado por alguns sobressaltos, o Rio Ave baixou os braços e ainda mais baixou quando Alex Sandro num lance repleto de sorte fez o terceiro.
Dois minutos depois após uma boa jogada de Quintero a desmarcar superiormente Óliver Torres, que na cara do guarda redes faz o quarto.
Bola ao meio campo, recuperação de bola por Danilo, que corre por ali fora e desfere uma bomba a 100km/h fazendo o quinto. Grande golo de um jogador que está a fazer uma época fantástica e hoje foi de longe o melhor em campo.
Resumindo, foi uma vitória justa, por números enganadores, já que por aquilo que o Rio Ave fez, não merecia tal diferença, mas o que fica são os três pontos.
Quanto a destaques individuais, Danilo para mim foi a anos luz o melhor campo. Esteve em todo lado, ora a defender, ora a atacar. Está numa forma fabulosa.
Tello também esteve bem, assim como a dupla de centrais.
Pela negativa, destaco o argelino Brahimi. Hoje esteve em dia não. Acontece aos melhores e hoje aconteceu-lhe a ele.
Casemiro também esteve uns furos abaixo dos últimos jogos. Não esteve mal mas foi uma exibição menos conseguida do brasileiro.
Segue-se uma difícil deslocação a Coimbra, onde começou o descalabro da época passada. Espero que este ano corra muito melhor.

Será isto o sistema?

Sem Título

Numa época em que vemos uma equipa a ser levada de andor, jornada após jornada, o árbitro Pedro Proença dá uma entrevista onde tece duras criticas ao principal responsável pelo conselho de arbitragem, Vitor Pereira, frisando o caos em que se encontra a arbitragem nacional.

Pelos vistos o senhor não gostou e não voltou a nomear aquele que talvez seja o melhor árbitro português de todos os tempos (pelo menos em termos de palmarés é).

Com a final do mundial de clubes no horizonte, Pedro Proença pede à sua Associação (Lisboa) para o nomear para um jogo, de modo a preparar-se para o mesmo, e a referida associação, talvez em união com o Presidente do conselho de arbitragem, decide nomeá-lo para o jogo de Benjamins (Sub 11) entre o Clube Atlético e Cultural da Pontinha e o Operário.

Proença acatou a nomeação e não fosse uma verdadeira revolta no seio da arbitragem a impedir que tal acontecesse, ele iria mesmo fazê-lo num assomo de humildade.

Realmente algo vai mal. Vemos erros da arbitragem semana após semana e sempre para os mesmos. Ainda a semana passada na página oficial do Moreirense escrevem a meio de um jogo que realizaram para a Taça a dizer o seguinte: Derley saiu para ser assistido, o nosso adversário ficou reduzido a 13.

Isto quer dizer qualquer coisa. Algo vai muito mal e urge mudar o mais rapidamente possível.

Será isto o sistema?

18,7 milhões!!

Champions

18,7 milhões! Foi este o valor já conquistado pelo FC Porto na presente edição da Liga dos Campeões.

Aos 2,1 milhões de euros pelo triunfo no play-off, o nosso clube juntou ainda 8,6 milhões pela presença na fase de grupos, 4,5 milhões pelas quatro vitórias e um empate e ainda mais 3,5 milhões pelo apuramento para a fase seguinte.

A juntar a isto ainda temos o valor dos direitos das transmissões televisivas.

Este valor pode ainda ser aumentado já na próxima jornada quando recebermos os ucranianos do Shaktar, e como ainda estamos em prova, o mais certo é que esse valor seja ainda aumentado.

Fazer uma boa Champions foi desde sempre um objetivo do FC Porto 2014/2015 e para já quer a nível desportivo, quer a nível financeiro está a revelar-se muito proveitosa.

Chegar à última jornada já com o primeiro lugar do grupo garantido e a 4 dias de um importante jogo para o campeonato, vai dar a oportunidade de gerir o plantel e de fazer descansar as peças mais importantes. Pode dar também oportunidade, se o treinador assim o entender, de fazer rodar jogadores menos utilizados e assim dar-lhes competição, de modo a que estejam mais preparados caso seja necessário chamá-los para alguma eventualidade.

Lamentável!

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E foi assim que o FC Porto encontrou a zona das flash interview hoje após mais uma vitória (a quarta em cinco jogos). Nem a Sportv, nem a TVI se dignaram a estarem presentes em Borisov.
Lamentável. Numa jornada em que garantimos o primeiro lugar do grupo, não ter uma única estação televisiva para fazer a cobertura é incompreensível. A TVI talvez esteja preocupada com as vezes que Sócrates foi à casa de banho e o que comeu ao almoço. A Sportv, vou esperar por amanhã para ver se levaram alguém à Rússia para fazer a cobertura do outro jogo.
O que aconteceu hoje é vergonhoso.
Não exigimos nada demais. Apenas RESPEITO!!

Mais uns milhões

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Foi com uns esclarecedores 3-0 que derrotamos hoje a equipa campeã da Bielorrússia e demos um passo importantíssimo para a conquista do primeiro lugar do grupo, que até pode ser conseguido daqui a pouco, caso o Shaktar não consiga vencer o At. Bilbao.

Com uma entrada algo atabalhoada em campo, mercê talvez do péssimo estado do relvado e do frio que se fazia sentir (seis graus negativos), os primeiros minutos foram passados a jogar um futebol aos repelões, sem grande sentido, mas que aos pouco foi melhorando à medida que nos fomos habituando às condições quer do relvado, quer climatéricas.

No entanto foi uma primeira parte em que não dispusemos de qualquer oportunidade, pese embora tenhamos tido o domínio total do jogo. O BATE limitou-se a colocar o autocarro à frente da baliza e pouco ou nada fez para nos importunar.

A segunda parte iniciou com o mesmo ritmo da primeira, mas sempre com a sensação que mais tarde ou mais cedo o golo iria surgir, tal era a diferença entre o nosso clube e o adversário.

E à passagem dos 56′ surgiu mesmo. E que golo. Casemiro pressiona bem o adversário à saída da sua área, conseguindo ganhar-lhe a bola, endossando-a para Herrera, que à entrada da área descaído sobre a esquerda, e sem qualquer jogador do FC Porto dentro da área, decide desferir um forte remate que foi entrar no ângulo contrário. Grande golo do mexicano.

A partir daí tudo ficou ainda mais fácil, e dez minutos depois, depois de uma grande jogada iniciada por Herrera, que mete a bola em Brahimi, este volta a endossar para o mexicano, que de costas para a baliza mete a bola em Jackson Martinez que remata para dentro da baliza.

Se o primeiro foi um grande golo, este não fica nada atrás, pela fantástica jogada coletiva.

Daí até final houve ainda tempo para mais um bom golo. Óliver tem um pormenor “delicioso” sobre o adversário, passando depois para Herrera, que faz um passe de “morte” para Tello fazer o terceiro.

Em suma foi uma boa vitória, mais uns milhões para os cofres do Dragão e o primeiro lugar do grupo quase garantido.

Quanto a destaques individuais, Herrera para mim foi o melhor em campo. O mexicano esteve “só” nos três golos. Marcou o primeiro e fez as assistências para os outros dois. Grande jogo o dele.

Casemiro também esteve muito bem. Parece querer começar a provar que a aposta nele é acertada. Indi também a mostrar cada vez mais ser o patrão da defesa.

Danilo com mais um bom jogo quer a defender, quer a atacar.

Com exibições menos positivas para mim tivemos Ricardo Quaresma, que embora esforçado, as coisas não lhe saíram muito bem hoje, assim como Alex Sandro que continua a falhar muito defensivamente. Não fizeram um mau jogo, mas também não se evidenciaram.

Segue-se agora o Rio Ave no próximo fim de semana para tentarmos voltar às vitórias no campeonato.

Paulo Bento, esta é para ti!

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E não é que ao segundo jogo da era Fernando Santos, Ricardo Quaresma, o proscrito pelo antigo selecionador, é pela segunda vez decisivo no resultado final.

Na Dinamarca entra a pouco tempo do final e ajuda a desencravar o jogo, fazendo o cruzamento milimétrico para a cabeça de Cristiano Ronaldo que marcou o golo da vitória. Ontem quando entra, estava o jogo num teimoso zero e não se via luz ao fundo do túnel, até que Fernando Santos volta a apostar em Quaresma. E foi no nosso número sete que esteve a chave do jogo.

Mexeu por completo a partida, dando-lhe mais vida, trazendo a criatividade que faltou até aí. Esteve na jogada do golo e em muitos outros lances. Que diferença que foi a seleção antes e depois da entrada dele.

Não quero com isto defender Fernando Santos, até porque jogar com um jogador de nome Hélder Postiga de inicio, só pode merecer a minha critica. Quero sim lembrar Paulo Bento, que decidiu abdicar do nosso número sete enquanto foi selecionador. Por isso Paulo “teimoso” Bento, esta foi para ti.