Lição tática!

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Segundo jogo grande em casa, segunda derrota, segunda lição tática levada.

Desde julho que ouço que temos grandes jogadores (e concordo), um bom plantel (também concordo), e um bom treinador. Aí, se desde o inicio dei o beneficio da dúvida, mesmo com as rotatividades em excesso levadas a cabo por ele, após o jogo em casa com o Sporting e a estrondosa derrota tática que levamos nesse jogo, o meu capital de dúvida esgotou.

Apesar disso procurei sempre não criticar muito, até porque no seio portista existe a mentalidade que quem critica é “pipoqueiro” e não sente o clube. Quem abana a cabeça é que tem amor ao clube.

Pois bem, depois da estrondosa lição tática que Jorge Jesus deu ao nosso treinador, não posso calar e consentir.

Não temos treinador. Ele não tem unhas para os jogadores que tem. É inadmissível perder da forma que perdemos.

Foi injusto? Sem dúvida. O adversário praticamente nada fez no ataque e marcou dois golos. Mas e nós? Andamos 45′ sem conseguir fazer um jogada a não ser pontapé dos defesas para a frente a ver se os nossos extremos resolviam. O adversário com mestria tirou-nos o meio campo e pressionou a nossa defesa na saída da bola e com isso destrui-nos por completo, e não houve uma voz do banco para inverter isso. Herrera nada fez, Óliver não conseguia segurar uma bola, Brahimi perdia-se num emaranhado de fintas sempre de costas para o ataque.

Só na segunda parte e após o 2-0 é que ele decide fazer qualquer coisa para mexer no jogo. Não meus amigos. Se dizer mal do treinador é ser pipoqueiro, então eu sou-o com todo o gosto.

O Benfica nada fez para merecer a sorte que teve? É mentira. O Benfica veio com a lição bem estudada. Defender, pressionar e esperar pelo erro do adversário. E foi o que aconteceu. Num lançamento de linha lateral um triplo erro dos nossos defesas que vão simultaneamente à bola, deixando-a bater à frente e sobrar para Lima que com muita sorte marca o primeiro.

Pensei eu que a partir daí, íamos começar a correr e a explanar o nosso jogo, mas enganei-me redondamente. Continuamos no mesmo ritmo pausado, de troca de bola na defesa e pontapé para a frente para o ataque. E assim foi durante todo o resto da primeira parte.

A segunda parte começa na mesma toada e num contra ataque acabamos por sofrer o segundo mais uma vez por Lima e com muitas culpas de Fabiano pelo meio.

Só após esse lance, o iluminado do treinador decide mexer na equipa fazendo entrar Quintero e Quaresma para os lugares dos inexistentes Tello e Herrera. A culpa da fraca prestação destes dois jogadores é deles? Claro que não. Não se pode jogar bem quando somos manietados no meio campo e do banco não temos ninguém com capacidade para inverter as coisas.

Depois dessas trocas e fruto de uma excelente entrada de Quaresma, começamos a aparecer um pouco mais na área adversária, tendo até duas bolas nos ferros, mas fiquei sempre com a nitida sensação que não tínhamos capacidade para dar a volta aos acontecimentos.

Refugiar-mo-nos na falta de sorte e assobiar para o ar é continuar a meter a cabeça na areia. Não tivemos sorte, é um facto, mas também não tivemos capacidade para inverter as coisas.

Perdemos 1-3 com o Sporting e fomos eliminados da Taça e perdemos 0-2 com o pior Benfica dos últimos 4 ou 5 anos. Nos dois jogos perdemos a partir do banco e isso é que me preocupa.

Em suma, ficamos a seis pontos do primeiro lugar e muito embora falte muito campeonato, a distância já preocupa bastante.

Quanto a destaques, pela positiva destaco Quaresma, que desde que entrou, mexeu com o jogo. Foi o único a fazê-lo.

Pela negativa, o nosso meio campo que simplesmente não existiu, Jackson que esteve francamente mal e Brahimi a mostrar que após um grande inicio de campeonato, está a atravessar um momento muito mau de forma.

Termino dizendo, que muito embora considere que fomos muito infelizes no resultado, isso só aconteceu porque Jorge Jesus deu uma banhada tática a Lopetegui.

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3 thoughts on “Lição tática!

  1. Concordo tudo, só acrescento que na primeira parte tivemos 3 (2 Herrera e 1 Jackson) oportunidades antes do golo deles, duas delas não podemos falhar. Foram jogadas bem construídas e ainda tivemos 2 bolas no poste. Apenas não podemos falhar nestes jogos, 3 oportunidas em 30 min e não marcarmos uma, só podia dar nisto!

  2. Oliver também esteve bem, mas andou muito desapoiado. No geral estivemos mal desde do guarda redes até ao ponta de lança, incluindo também o treinador que foi totalmente comido por Jorge Jesus, este jogo demonstra que não temos colectivo, só temos é um conjunto de individualidades. O Quaresma entrou demasiado tarde, a entrada dele mexeu o jogo, e se tivesse entrado no inicio da segunda parte, quando estava 1-0, acredito que mudava algo, praticamente o Quaresma é o único jogador à Porto.
    Jordy.

  3. DIscordo totalmente. Lição tática? A sério? Não viram o mesmo jogo que eu. A “estratégia” do Jesus correu tão bem, que num dia normal no fim da primeira parte o Benfica estava a levar 3…. É tão fácil bater no treinador depois de uma derrota………….

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