Humor!

Independentemente da cor clubistica, está muito bom!

Passamos!

fcp

Foi com uma vitória por quatro bolas a uma sobre a Académica de Coimbra que carimbamos a passagem às meias finais desta prova.

Foi um bom jogo, aqui e ali polvilhado com pormenores excelentes da nossa equipa, e com quatro golos a nosso favor.

Tivemos uma entrada muito forte em campo, conquistando logo de inicio a vantagem, através de Jackson Martinez, que com uma excelente recuperação de bola à entrada da área, aproveita para fazer o primeiro golo.

Foi uma primeira parte de sentido único, mesmo jogando a um ritmo algo lento, tivemos sempre o domínio total do jogo. Helton não fez uma única defesa.

A segunda parte começa com o mesmo domínio do nosso clube, e à passagem dos 58′ na sequência de uma canto, Jackson Martinez protagoniza o momento da noite. Marca de calcanhar, num gesto técnico que o colombiano usa com alguma regularidade.

O jogo foi correndo sempre controlado, até que sem nada o fazer prever, o adversário na única vez que chega à baliza reduz a nossa vantagem.

Só que pouco depois, Gonçalo Paciência protagoniza uma grande jogada e dispara para o terceiro. Estreia a marcar de um jogador proveniente das nossas camadas jovens a prometer grandes feitos no futuro.

Houve ainda tempo para o quarto, marcado por Evandro através de uma grande penalidade cometida sobre Gonçalo.

Quanto a destaques, pela positiva destaco Jackson Martinez que com dois golos e um jogo muito bom foi para mim o melhor em campo.

Tello também esteve bem melhor do que nos últimos jogos. Continua a demonstrar uma grande lacuna na definição dos lances mas hoje esteve bem.

Rúben Neves demonstrou que é uma opção mais que válida para o onze titular na posição 6.

Quintero que em pouco mais de meia hora em campo, fez mais do que a maioria que esteve em campo e Gonçalo Paciência, que com um golo e com interferência direta noutro também foi preponderante para o resultado final.

Pela negativa destaco José Angel. O espanhol até ataca bem, mas a defender é uma verdadeira desgraça.

Estamos apurados para as meias finais, onde vamos encontrar a equipa que nos derrotou no passado fim de semana. Espero que o resultado seja outro e que nos apuremos para a final.

Segue-se agora a receção ao Paços Ferreira no próximo domingo para o campeonato onde teremos de regressar às vitórias.

Onde está o problema?

Com a derrota ontem na Madeira, o título nacional passou a ser uma miragem.
Não acho que se deva atirar a toalha ao chão, mas que ficou muito mais complicado, lá isso ficou.
Pode-se dizer que o atual líder tem sido levado ao colo por arbitragens vergonhas (o que é verdade), mas não justifica tudo. Perdemos pontos que uma equipa que quer ser campeã não pode perder. Em casa contra o Boavista, no Estoril ou nos Barreiros, são jogos que temos de vencer. Logo aí deixamos um total de sete pontos e mais grave de tudo foi ter visto os nossos jogadores sem garra, sem nada fazerem para inverterem a situação.
Em tempos não muito idos, os nossos adversários até tinham medo de se apanhar em vantagem, porque partíamos para cima deles com tudo e quantas vezes dávamos a volta aos jogos. Nos últimos tempos quantas vezes isso aconteceu? Nenhuma ou quase nenhuma. Estamos descaraterizados, perdemos a identidade.
Temos um plantel forte? Sou da opinião que sim. Temos qualidade. Não acho que o nosso treinador seja um portento, mas também não acho que seja um Paulo Fonseca. Até não há muito tempo atrás não precisávamos de um bom treinador para sermos campeões. Tínhamos uma estrutura vencedora. Uma estrutura que protegia todo o plantel, blindando-o. Hoje, com exceção do ultimo jogo em Braga, não ouvimos nada, parece que estão acomodados. Se mudarmos de treinador como muitos querem, vamos parecer o nosso maior rival que até à chegada de JJ ao clube era um cemitério de treinadores. Temos de dar estabilidade.
Onde está o problema afinal? Se calhar, acima de tudo na estrutura. O treinador também terá a sua cota parte de culpa, assim como alguns jogadores.
Ontem um amigo dizia-me em resposta ao post que fiz do jogo que a diferença não foi o Marítimo ter jogado melhor connosco do que contra o Benfas, a diferença rezidia na maior qualidade de jogo dos atuais líderes. E vendo bem as coisas tem razão. Eles com um plantel desmembrado, mais fraco que o nosso, correm mais, lutam mais, suam mais.
Alguma coisa tem de ser feita. Não podemos ter jogadores emprestados, de qualidade duvidosa a titulares a tapar jogadores da casa.

Não defendo uma equipa só de jogadores da casa, sei perfeitamente que isso é impossível, mas ver jogadores como Casemiro ou Tello que pouco ou nada acrescentam ao nosso jogo preocupa-me.

Fala-se que está é uma equipa jovem, que tem de crescer e que temos de dar tempo para isso. Tudo muito bem, se isso fosse verdade.

Óliver é jovem e muito promissor, mas no final da época irá regressar à equipa dele, porque está cá por empréstimo e não temos clausula de compra.

Tello é jovem mas também está por empréstimo, e sinceramente parece-me mais importado em não se lesionar do que suar a camisola que enverga.

Casemiro outro jovem jogador, mas emprestado e que talvez regresse ao clube de origem. O que no caso dele até não é mau, porque não vejo nele qualidade para ser jogador do meu clube.

Logo aqui temos três titulares que poderão não estar aqui para a próxima época ou na melhor das hipóteses ficarão mais uma, no caso dos dois últimos.

Jackson Martinez muito provavelmente estará de saída.

Por isso dizer que estamos com uma equipa jovem que precisa de tempo para crescer, não passa de ilusão.

Iremos perder estes jogadores. Teremos de ir buscar outros. Teremos de reconstruir o plantel. Este foi construído para sermos campeões esta época e fazermos uma boa Liga dos Campeões. E se em relação à Liga dos Campeões as coisas não têm corrido mal, já no que diz respeito ao campeonato não podemos dizer o mesmo.

Sei que é muito fácil criticar quando as coisas estão mal. É nesta altura que aparecem os abutres. Mas também é nestas alturas que teremos de parar para pensar e corrigir os erros recentes.

Não concordo que se despeça o treinador. Não sendo seu profundo apreciador, penso que ele está a aprender, tem um discurso e uma garra no banco que eu aprecio.

Para mim o maior problema está na estrutura. Estrutura que foi até há muito pouco tempo um exemplo, mas que neste momento está desfragmentada, acomodada, aburguesada.

O problema passa também pela falta de símbolos no plantel. Andamos estes dias a rezar para que Helton regressasse. Mas Helton tem 36 anos, não irá durar muito mais tempo na alta competição. Precisamos que jogadores como Rúben Neves, Gonçalo Paciência, se calhar Sérgio Oliveira, ou Ivo Rodrigues por exemplo, apareçam e sejam aposta no onze. Pode não resultar é certo, mas só assim é que poderemos reconquistar a mística, a garra, a chama do Dragão.

 

Temos de recuperar o nosso ADN.

Machadada!

Acho que ninguém estava à espera de um jogo fácil na Madeira. Ninguém deveria contar que um tal central alemão deixasse passar a bola por cima dele sem sequer se fazer ao lance como aconteceu a semana passada. Ninguém estaria à espera que o José Sá fosse titular na baliza. Ninguém estava à espera que este adversário de hoje nos iria dar as facilidades que dá contra outros.

E ninguém os pode condenar por suarem a camisola. Podemos questionar o porquê de não o fazerem contra outros, mas nunca por se esforçarem contra nós.

E nós sabemos isto. Sabemos as dificuldades que temos contra este adversário sempre que jogamos no seu reduto. É histórico e não poderíamos entrar com a passividade que entramos.

O adversário nada fez para chegar à vantagem? É verdade. Teve sorte? Sim, teve alguma, mas jogaram com as suas armas. Deram o que tinham e acabaram por ser felizes. Não os podemos condenar por isso.

Não fomos competentes. Não cerramos os dentes e lutamos como devíamos para dar a volta às adversidades. Fomos passivos, sempre à espera de um lance de génio de alguém para desencravar um jogo que o nosso rival de hoje soube fechar muito bem.

E com este resultado, que sem ser definitivo foi uma machadada quase fatal nas aspirações de chegarmos à frente.

Resumindo, perdemos um jogo onde não poderíamos sequer empatar. Nada a fazer. Esperemos que ainda encontrem daqui para a frente motivação para continuarem a lutar.

Pela positiva, destaco Óliver, que como sempre não sabe jogar mal. Não encheu o olho, mas esteve muito bem.

Pela negativa, a passividade da equipa. Sem garra e vontade não conseguiremos chegar lá.

Casemiro, que como quase sempre esteve mal. Herrera que tão bem entrou em Braga, desta vez esteve muito mal. Maicon que se encolheu no lance do golo do Marítimo. Indi nem parecia ele.

Enorme passo atrás na luta pelo título, quiçá definitivo, mas vamos tentar encarar o resto que falta do campeonato com profissionalismo, sem nunca atirar a toalha ao chão. Sabemos porque estamos em segundo. Sabemos que não é só demérito nosso. Sabemos que podemos fazer melhor. Vamos acreditar que ainda podemos ser felizes.

As nomeações para a próxima jornada: Declarações muito graves de Jorge Coroado

Jorge Coroado produz, em O Jogo de hoje, afirmações muito graves sobre a arbitragem e a nomeação de Cosme Machado para o Braga – Porto:
«A expulsão de Evandro só numa cabeça calva de ideias é compreensível. Admitir que a PSP, sem sua solicitação expressa, entrasse no terreno de jogo para dali retirar um dirigente do FC Porto que estava devidamente identificado é bem elucidativo quanto à demissão das suas responsabilidades e autoridade. Foi muito feio de se ver.
O arbítrio daquela designação, conjugada com as previstas para os encontros do próximo fim-de-semana, só veio ajudar e dar azo a especulações com fundamento