Aboubakar, Gonçalo Paciência e Ricardo Pereira disponíveis

Boas notícias: FC Porto: Aboubakar chega hoje e vai jogar na Madeira
Lopetegui recebeu ainda Gonçalo Paciência e resolve questão dos pontas-de-lança

Aproveitamos… mas pouco!

Nacional-FC Porto (REUTERS/Duarte Sá)

Depois da derrota do nosso principal rival em Vila do Conde, pouco antes do inicio do nosso jogo, impunha-se uma entrada mais forte que aquela que tivemos.

Nunca conseguimos impor o nosso jogo perante um adversário que tradicionalmente nos coloca dificuldades e hoje não fugiu à regra.

Foi uma primeira parte muito disputada a meio campo, com muita luta e pouco jogo de parte a parte. De todas as formas dominamos e as únicas (poucas) oportunidades foram nossas.

Já perto do final da primeira parte Tello numa boa jogada individual consegue num excelente remate de fora da área marcar o primeiro golo do jogo. Todas as alturas são boas para marcar, mas em cima do intervalo é sempre muito bom.

A segunda parte começa com uma bomba de Maicon à trave na sequência de um livre. Tivéssemos tido uma ponta de sorte nesse lance e provavelmente a história teria sido outra.

Não conseguimos, e após esse lance o adversário começou a ser mais perigoso. E mais perigoso ficou quando Lopetegui, substituiu Casemiro por Rúben Neves. Normalmente Rúben Neves entra muito bem, mas desta vez não o conseguiu e com isso perdemos o meio campo, “partindo” completamente o jogo.

E na sequência desse desnorte, sofremos o empate num lance em que Alex Sandro (que me pareceu extremamente cansado no jogo de hoje) ficou muito mal na fotografia.

Na reação ao golo até poderíamos ter tomado a dianteira, tivesse o remate de Danilo ido à baliza, ao invés de bater no poste. Novo lance de pouca sorte que poderia ter mudado o rumo dos acontecimentos.

Mas foi sol de pouca dura, porque continuamos perdidos no meio campo e até poderíamos ter sofrido um segundo golo, não fosse o falhanço incrível do madeirense.

Pouco depois JL faz entrar Quaresma, o que veio a mexer no jogo e de que maneira. Nos minutos que esteve em campo, foi sem dúvida o melhor jogador em campo.

Mesmo com essa boa entrada, não conseguimos marcar e o máximo que conquistamos foi um ponto quando se exigia que fossem os três.

Quanto a destaques individuais, penso que Tello esteve bem, assim como Quaresma no pouco que jogou.

Helton também muito seguro. Aquela defesa num livre foi sensacional.

Pela negativa destaco as entradas de Rúben Neves e Quintero. Pouco acrescentaram ao jogo.

Alexa Sandro que vinha a realizar excelentes jogos, hoje pareceu-me cansado desde o inicio.

Danilo também uns furos abaixo do normal. Herrera que irrita na qualidade de passe e no tempo que demora para armar o remate.

Em suma foi um mau resultado, que embora tenha servido para encurtar distâncias para o nosso principal adversário e fazer-nos depender apenas de nós próprios, poderia e deveria ter sido melhor. É melhor estar a um ponto do que a três.

Segue-se agora uma paragem para as seleções e um regresso aos jogos de campeonato, em casa contra o Estoril onde se espera que se regresse às boas exibições.

Remember 1987!!

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Depois de alguma fortuna na eliminatória anterior, agora calhou-nos a fava do sorteio.

Já se sabe que nesta fase não existem equipas fáceis. Estamos nos quartos de final da maior competição de clubes a nível mundial, mas na minha opinião calhou-nos a “fava”.

Sem dúvida alguma uma eliminatória extremamente difícil, talvez com uma das melhores equipas, a par do Barcelona, nesta fase da prova, mas também temos os nossos argumentos e pese os bávaros partam como favoritos, tenho esperança que o nosso sonho não termine por aqui.

Para isso temos de ser heróicos como fomos em 1987, onde também não éramos favoritos e conseguimos dobrar estes mesmos germânicos.

Deixo aqui o momento mágico desse jogo que ficou imortalizado para sempre como o calcanhar de Madjer, e que culminou com a nossa primeira grande conquista europeia.

Bloqueios!!

Pierluigi Collina num artigo publicado ontem na Gazzeta dello Sport, deu como exemplo uma jogada do Benfica na meia da Liga Europa de 2012/2013 frente ao Fenerbahçe como exemplo de como os bloqueios existem e não são sancionados pela maioria dos árbitros.

Esses “famosos” bloqueios praticados por essa equipa são muito famosos na nossa Liga.

Por variadíssimas vezes ouvimos treinadores a queixarem-se disso mesmo nos jogos contra a equipa da 2ª cicular, mas que passam sempre incólumes. Agora vem o líder da arbitragem falar disso mesmo.

Duvido que faça algum eco no seio da nossa arbitragem, mas esperemos que sim.

Ganho, logo brilho…

Ao contrário do que a esmagadora maioria dos vendidos do pronto-a-comentar tenta vender, afinal os adversários do Porto nada têm de fracos… São, isso sim, fortes accionistas maioritários da Carris… Uns e outros deviam unir esforços e rentabilizar os autocarros dos segundos para transportar as carradas de verborreia pestilenta e sebosa que os primeiros exalam por todos os poros… Um dos arautos maiores dessas cruzadas, um despudorado revivalista mais ou menos “enCalabotado” (à lá “rabo escondido com gato de fora”) dos Donos da Bola, há uns meses ria-se de uma das contratações do Porto, ao mesmo tempo que dizia que estava para ver o que faria um rapazinho com um nome quase impronunciável… Creio que, neste momento, esse cavalheiro, portento da estupidez natural, já terá reforçado o seu grande porte físico com mais umas quantas palavras que teve de engolir… Ou, padecendo da memória selectiva típica dos adeptos do seu clube, alegará que nunca terá dito semelhante… Mas esse “rapazinho” tem feito questão de mostrar que, não obstante ter um nome que não é português, até sabe fazer umas coisas interessantes… Há mesmo alturas em que falar de mais roça o pecado… Por isso, este senhor jornalista ainda será visto ajoelhado, qual catedrático das pastilhas elásticas, a procurar a redenção na sua catedral… Por falar nisso, esta semana aprendi umas coisas que confesso e admito desconhecer por completo… Mais não fosse porque só me interessam as coisas do Porto. Da mesma forma, percebi o real significado de umas tais “noites europeias”… Apesar de essa expressão não me ser completamente desconhecida, nunca lhe prestei qualquer atenção, precisamente pela razão que enunciei antes… Depois do que li acerca de como funcionava a orgânica da antiga Taça dos Campeões Europeus, tornei-me um adepto ainda mais indefectível do Futebol Clube do Porto… Se é que é possível ser ainda mais indefectível do que já sou! Por muito que tentem diminuir, menorizar e desprezar o clube do meu coração, quem tem cada vez mais vontade de rir sou eu! Essencialmente porque não há pobreza maior do que a pobreza de espírito! Contudo, vivendo nós numa era em que só não anda informado quem não quer, acabo por não saber se é motivo de tristeza ou de regozijo ver tanto milhão enganadinho!!!… Esta época, à semelhança de muitas outras, as tais “noites europeias” devem andar a ser jogadas sem luar, com o céu completamente nublado e em dias que andam a substituir as lâmpadas do sistema de iluminação… (Contas de electricidade por pagar é que não deve ser porque a Câmara Municipal da capital trata disso…) A Europa dos Campeões desta época não tem uma certa luz porque há por aí um clube que, sendo um colosso exemplar da idoneidade e da filantropia desportivas, exime-se de competir nas competições europeias para não fazer sombra a quem quer que seja… Gosta apenas de aproveitar as sombras para tentar conseguir ganhar algumas coisas… Um aborrecimento monumental os jogos europeus não serem apitados exclusivamente por árbitros portugueses…

Contra a Vilanagem, ganhar, ganhar!!

Valeu um golo por dez

Vitória suada e preciosa esta contra o Arouca.
Jogo que começa como tantos outros do nosso clube, ou seja, com um mau arranque de partida que foi muito bem aproveitado pelo adversário.
E fruto desse mau arranque, aos 14′ Fabiano tem uma saída extemporânea da área, à semelhança da que teve a meio da semana, que levou à lesão de Danilo, cometendo falta sobre o adversário, acabando por ser expulso.
Na minha opinião, muito forçada, mas mais que isso, completamente desnecessária.
Daí para a frente e mesmo com dez, tomamos conta do jogo, mostrando uma boa reação , criando oportunidades, e numa dessas surge um lance que só mesmo um gatuno, com a ideia daquilo que ia fazer bem definida, não vê. Quaresma é pontapeado na área. É verdade que foi um lance involuntário, mas o facto é que um pontapé na cabeça dentro da área é penalti em qualquer lado do mundo, menos para este ladrão que hoje se apresentou de preto. O próprio jogador que cometeu a falta parou para ver como estava o nosso Ricardo Quaresma, mas o senhor que vinha para nos roubar pontos fez vista grossa.
De pouco lhe adiantou, porque pouco depois Quaresma num lance genial endossa a bola redondinha para a cabeça de Aboubakar, que faz o golo solitário da partida.
Daí para a frente, fomos dominando sempre o jogo ate ao intervalo, mesmo contra catorze.
A segunda parte começa com uma alteração estrutural, que na minha opinião acabou por prejudicar o nosso clube em termos ofensivos.
Lopetegui passou Herrera para a lateral direita, o que contribui para que tivéssemos praticamente deixado de existir na etapa complementar.
Mesmo assim não sofremos praticamente qualquer lance de perigo por parte do Arouca.
E digo praticamente porque mais uma vez, os senhores do apito decidem tentar mudar o rumo dos acontecimentos.
Num lance de claro fora de jogo, os adversários acabam por quase marcar, não fosse uma excelente defesa de Helton a tirar o pão da boca ao homem do apito.
Já perto do final mais uma decisão infeliz dos senhores do apito. Brahimi desmarca-se muito bem ficando na cara do guarda redes. Lance prontamente (mal) anulado não fosse o argelino matar o jogo.
Em suma, foi um jogo muito difícil, fruto de tudo aquilo que já mencionei e também pelo caráter lutador do adversário. Já vi equipas supostamente maiores a passarem 90′ encolhidos no Dragão.
Quanto a destaques, pela positiva o espírito lutador da nossa equipa, contra mais adversidades. Não é fácil jogar 75′  dez contra catorze.
Pela positiva também a exibição de Quaresma, para mim o melhor em campo.
Pela negativa só mesmo os senhores que vestiram de preto hoje. Foi vergonhoso e lamentável o que tentaram fazer.
Segue-se agora uma saída muito difícil à Madeira, contra o Nacional, onde espero ver o meu clube jogar apenas contra onze.