Tragam o caneco miúdos!

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E é hoje que Portugal irá tentar conquistar o seu primeiro título de sub-21 ao disputar a final do europeu contra a Suécia.

Uma geração que para mim em nada fica a dever aquela que em 1994 foi derrotada na final contra a Itália, irá tentar ser feliz e provar a muitos dirigentes deste país que não precisamos de andar constantemente em raides pela América do Sul, Espanha ou pelos países da extinta Jugoslávia a gastar milhões por jogadores inferiores aos que temos por cá.

O aparecimento das equipas “B” veio trazer um novo ânimo às nossas camadas mais jovens. Abriram espaço para competirem mais e com isso trouxe a evolução desejada. Agora é preciso dar continuidade nas equipas principais, e é aí que tenho sérias dúvidas que isso aconteça. Oxalá esteja errado, e tal como em 1994 surja uma vaga de fundo a trazer estes rapazes para a ribalta.

De todas as formas, hoje o que interessa é vencer a Suécia e trazer para cá o caneco.

Nota final para o nosso Presidente. Ficava-lhe muito bem ir a Praga assistir e apoiar a nossa seleção, e em particular aqueles que vestem as nossas cores, ao invés de se refugiar em desculpas apenas e só para aumentar o clima de guerrilha entre ele e o atual presidente federativo.

Ainda não percebi a razão de tal clima de guerra, mas pode ser que um dia eu descubra.

Isto não é o meu Porto!

Confesso que ando muito desapontado com o que se passa no nosso clube.

Não bastava termos passado uma época sem nada ganhar, coisa que desde que acompanho o futebol nunca ou quase nunca aconteceu, vejo também que a estrutura, que foi sempre de onde partiram as bases para as conquistas também ela está débil e a precisar de uma limpeza urgente.

Primeiro é a tentativa de contratação de um jogador muito pouco querido da massa adepta, como é o caso de Maxi Pereira, por valores verdadeiramente obscenos para a nossa realidade, e acima de tudo para a qualidade do jogador em causa.

Depois são as palavras do empresário de Jackson Martinez. Ao ler que nós, adeptos não sabemos nem 10% do que se passa nos bastidores do clube preocupa-me.

Pode até ser uma forma de pressão de Henrique Pompeo poder ganhar mais com a venda do colombiano. Já li também, e acredito que seja mesmo assim, que Jackson Martinez roeu a corda ao FC Porto, cuspindo no prato que lhe deu de comer e o projetou para aquilo que ele é hoje e “estragou” aquilo que parecia um grande negócio com o Ac Milan, mas não é isso que está aqui em causa. Em causa está a frase, “os adeptos nem sabem de 10% do que se passa dentro do FC Porto”.

Assim como me preocupa saber que somos o clube que mais vende (lucramos milhões em vendas), mas andamos constantemente com a corda na garganta e a contrair empréstimos obrigacionistas. Para onde vai o dinheiro? Andará alguém a governar-se à custa do clube?

E agora, a cereja no topo do bolo. Helton numa entrevista ao jornal Ojogo diz o seguinte, e passo a transcrever:

“Qual foi o papel de Lopetegui na sua recuperação?
HELTON: Prefiro não falar a respeito disso. É melhor.

Consegue identificar os erros cometidos?
HELTON: Prefiro não comentar.
E o momento-chave da época, qual foi?
HELTON: Não termos vencido. Foi isso.

Com mais um ano de futebol português, teremos um Lopetegui mais adaptado nosso futebol?
HELTON: Não falo sobre o treinador.
Porquê?
HELTON: Prefiro falar do Helton.”

Algo vai mal no reino do Dragão e urge corrigir, caso contrário perderemos de vez a hegemonia do desporto nacional.

Ponta de Lança!

Gonçalo

Numa altura em que todos os dias aparece um jogador diferente para ingressar no nosso clube, nas capas dos jornais, um jovem, portista de coração e de formação veio reclamar mais oportunidades para os jovens portugueses. Poucos dias depois, esse mesmo jovem brilha ao serviço da nossa seleção de sub 21 ao marcar e apurar Portugal para as meias finais do europeu da categoria e, consequentemente, para os próximos Jogos Olímpicos. Tudo isto com um treinador, que manifestamente não tem mãos para o bólide que conduz (temos seleção a mais para treinador a menos).

Tendo já Aboubakar, que veio para substituir Jackson quando este partisse, e que nas poucas oportunidades que teve, até se mostrou um jogador bem interessante, e tendo no jovem Gonçalo Paciência um ponta de lança de elevada categoria e produto da nossa formação, não seria melhor poupar alguns milhões na contratação de algum sul americano de qualidade duvidosa e apostar nestes dois jogadores, para além dos que já la estão?

Na minha opinião estamos bem servidos de pontas de lança e não precisamos de mais jogadores para essa posição. Temos de apostar no que é nosso, e se o que é nosso tem qualidade tanto melhor.

Equipamentos

Muito tenho lido acerca dos novos equipamentos para a época 2015/2016.

Se em relação ao primeiro as criticas até nem são muitas, já relativamente ao segundo não se pode dizer o mesmo.

E sinceramente, o que se pode dizer acerca do mesmo?

É feio, muito feio mesmo. Faz lembrar não o cacau como o marketing do nosso clube quer fazer crer, mas sim outra coisa com um cheiro bem mais nauseabundo.

Não sei quem teve a brilhante ideia de o escolher, mas o responsável pela escolha certamente não estava nos dias dele.

Agora, e maus gostos à parte, o que me interessa é que o FC Porto vença, seja com um equipamento cor de rosa, castanho, amarelo fluorescente ou verde às pintinhas, desde que voltemos às conquistas, por mim está td bem.

Alguém me explica isto?

Este conselho de arbitragem nunca nos pára de surpreender.

E não é que o árbitro “premiado” com a nomeação para a final da Taça de Portugal acabou despromovido?

Se era assim tão mau porque foi nomeado para esse jogo? Se era assim tão mau não teria sido melhor ter nomeado outro mais competente?

Ou terá sido “castigo” por ter estado no lugar errado à hora errada (arbitrou dois jogos da equipa predileta da APAF e do conselho de arbitragem e em que esta acabou derrotada)?

Tudo isto é muito estranho, à semelhança do que foi acontecendo durante toda a última época e parece-me que não augura nada de positivo para o próximo campeonato.

No meio disto tudo só faltava o Capelão ser considerado o melhor árbitro do campeonato, mas penso que isso iria dar demasiado nas vistas.

IV Encontro da Bluegosfera

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É já no próximo dia 4 de julho que se irá realizar o IV Encontro da Bluegosfera.

O ano passado estive presente e achei muito bom. Este ano lamentavelmente não poderei estar presente, mas aconselho que quem possa esteja presente. É um dia muito bem passado, rodeado de pessoas que sentem o Porto como ninguém.

Espero também ver o nosso blog lá representado.

Um bem haja a todos os organizadores que ano após ano dedicam parte do seu tempo à realização de eventos como estes, plenos de qualidade.

Em vias de extinção

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Confesso que ontem não vi o jogo da seleção. Fui passar o fim de semana fora e a casa onde estive não tinha televisão (vicissitudes de ir para turismo rural), mas ao fim da noite vi pelo youtube o resumo do jogo, e já hoje vi pela tv os golos de ontem, e uma coisa que salta à vista (mais uma vez) é que definitivamente o guarda redes português de qualidade está em vias de extinção.

Quando se chega à conclusão que não temos melhor que o Rui Patrício (e por muito que se discuta para mim é mesmo o menos mau) está tudo dito.

Cada vez existem menos números um portugueses nos clubes da 1ª divisão. São mesmo muito poucos. Mesmo nas camadas jovens temos em alguns clubes (nosso incluído) jogadores estrangeiros para essa posição. Para mim é preocupante, muito preocupante.

Ontem, Rui Patrício tem culpas (e de que maneira), em ambos os golos. Se no primeiro não contava com tal remate, no segundo, bem no segundo foi um frango de todo o tamanho.

Por acaso contamos com um super CR7 que resolveu a questão, mas com erros daqueles, noutros jogos poderá ser fatal.

Beto faria melhor? Poderia fazer, mas não me parece melhor. Anthony Lopes? Contra Cabo Verde não fez grande coisa. Haverá mais algum? Não sei. O que sei é que até o celebremente conhecido pela sua voz esganiçada, Ricardo é bem superior a qualquer um destes, e mais preocupante ainda, não vislumbro ninguém capaz de vir a fazer a diferença naquela posição no futuro.

Gosto muito do Helton, mas sinceramente tenho saudades de ver um guarda redes português, da nossa formação a assumir a posição, tal como Vítor Baía o fez.

Para mim é preocupante e falta de opções para essa posição. Precisamos de resolver essa situação rapidamente na minha opinião.

Há petróleo em Alvalade?

A minha perspectiva sobre a contratação de Jorge Jesus pelo Sporting no contexto actual do futebol português: Jesus e a tentação de Bruno.

Depois de uma época com poucos motivos de alegria para os adeptos do FC Porto – categoria em que me incluo – os desenvolvimentos dos últimos dias nos clubes da capital não podem deixar de suscitar alguns sorrisos. Mas, mais do que alguns momentos de alívio fugaz no contexto de uma difícil ressaca futebolística, o que realmente merece ser salientado na conturbada passagem de Jorge Jesus do Benfica para o Sporting é a conduta de Bruno de Carvalho, que implica risco máximo para o clube a que preside num contexto em que tudo pareceria aconselhar maior prudência. (…) Para já, a larga maioria dos sportinguistas parece continuar a apoiar entusiasticamente tanto o estilo de gestão como as decisões de Bruno de Carvalho, mas será muito interessante assistir ao desenrolar da próxima época. Jorge Jesus teve inegável (ainda que não exclusivo) mérito na forma como o Benfica ficou à frente do FC Porto, mas seria capaz de fazer o mesmo com um plantel similar ao que Marco Silva teve à disposição? Adicionalmente, ao longo dos próximos meses será também interessante assistir à convivência sob o mesmo tecto dos egos de Jorge Jesus e Bruno de Carvalho.

Quando o mercenário é o protótipo do jogador de futebol

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Ao ler estas declarações na imprensa dá para perceber o quão compenetrados estão os jogadores do nosso plantel no clube que lhes paga o ordenado ao fim do mês.

Deu para perceber porque é que fomos sempre mais equipa na Liga dos Campeões do que no campeonato nacional.

Deu para perceber que não temos uma equipa, mas sim um grupo de mercenários.

Jackson desde que vestiu a nossa camisola pela primeira vez já falava em ir para outras paragens. Pré época após pré época foi vê-lo a falar que queria sair. Vá lá que dentro de campo sempre foi um profissional sem nada a apontar-lhe, mas fora dele deixou muito a desejar.

Agora aparece Brahimi que só jogou até ir para a CAN em janeiro, porque após essa competição nunca mais esteve ao seu nível, a dizer que ambiciona ir para outras paragens, porque segundo ele, existem clubes maiores.

Tais afirmações de um jogador que nem à um ano está cá, que com exceção dos primeiros 3 ou 4 meses nada mostrou ainda, são muito graves. Para o que mostrou, ele é que não está ao nível do clube que representa.

Nada tenho contra o jogador ambicionar ir para outras paragens, mas dou como exemplo Danilo. Assinou pelo Real Madrid em março, nem antes, nem depois ouvimos daquela boca a dizer que queria sair. Depois de ter assinado, sempre se recusou a falar do seu futuro clube, falando apenas e só do FC Porto. Na última jornada, com tudo decidido foi um prazer vê-lo a meter o pé como se do jogo do título se tratasse. Esse sim, é um profissional a 100% que irá deixar muitas saudades e a quem desejo tudo de bom.

Noutros tempos, com uma SAD forte e importada com o clube e não com o encher os bolsos, este elemento do plantel iria ser chamado “à pedra” e, ou mudava a atitude, ou iria passar uma época a ver jogar. Mas como agora o que importa é ganhar dinheiro em comissões, tenho a certeza que serão mais umas declarações a caírem no esquecimento.

Tenho saudades de ver os nossos jogadores comprometidos com o nosso clube.