Fora do manto!

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Já não é só o nosso treinador.

Valeu (apenas) pela vitória!

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No regresso ao Dragão após o empate na Madeira, esperava-se uma exibição que agradasse os adeptos e que os fizesse crer, antes da paragem para as seleções que as coisas iam melhorar.

Puro engano. Se na Madeira fomos lentos, sem chama, ontem na nossa própria casa, ainda conseguimos ser piores.

Entendo que a equipa é nova, que ainda está em construção. Entendo que temos vários desequilíbrios no plantel, nomeadamente a falta de um defesa esquerdo de qualidade, assim como de um extremo com capacidade de cruzamento, coisa que não temos. Compreendo que nos falta um médio criativo, capaz de abrir brechas nas defesas contrárias. Compreendo isso tudo, o que não compreendo é a falta de ambição e de vontade que vejo nos jogadores.

Também não compreendo como é que, com dois laterais esquerdos (fraquinhos é certo) no plantel, seja necessário “adaptar” um central nessa posição.

Não me vou alongar acerca do jogo, porque com exceção dos golos, pouco mais teve de interesse.

Vamos aos destaques.

Pela positiva, destaco Danilo Pereira. É um verdadeiro muro e aquele lugar tem de ser dele.

Maxi também este bem, principalmente a atacar, e a demonstrar ao extremo (Tello) como se faz.

Casillas, do pouco trabalho que teve pela frente também disse presente, assim como André André. Foi dos pouco que deve ter acabado o jogo com a camisola suada.

Brahimi também esteve muito bem, talvez tenha sido mesmo o melhor em campo no jogo de ontem, assim como Maicon, que com aquele “tiro” sossegou as bancadas do Dragão.

Pela negativa, destaco os extremos. Muito mal, quer Varela, quer Tello. Se o português até tem estado relativamente bem nos jogos anteriores, o espanhol, ainda não conseguiu uma única vez estar bem. Começa a ser dificil justificar a sua titularidade, principalmente quando temos um jovem português, de nome Ricardo Pereira, completamente encostado e na minha opinião capaz de fazer muito, mas mesmo muito mais que o espanhol.

Imbula também esteve completamente apagado. Já são dois jogos seguidos em que nada de positivo acrescenta ao jogo. Parece cansado, sem força.

Em suma, foi um jogo muito mau, que valeu apenas e só pelos três pontos conquistados. Segue-se agora uma visita a Arouca (sim, a Arouca e não a Aveiro, já que nós não beneficiamos de ajudas como outros), equipa que tem estado muito bem neste inicio de época, mas que obrigatoriamente temos de sair de lá com a vitória para depois, na jornada seguinte, recebermos o nosso principal rival, mais descansados.

Podia ter sido bem pior!

somos portoFonte: somosporto

Chelsea, Dínamo de Kiev e Maccabi Tel Aviv são os adversários do FC Porto nesta edição da Liga dos Campeões. Atendendo às possibilidades, penso ter sido um sorteio razoável. Podia ter sido melhor? Podia, mas também podia ter sido bem pior.

Um FC Porto ao seu melhor pode inclusivamente vencer o grupo, mas mesmo que não o consiga, tem a obrigação de ficar em segundo.

O adversário mais temível são, sem sombra de dúvida os ingleses do Chelsea. Será interessante ver o encontro de Mourinho com Casillas e mesmo com a massa adepta do nosso clube. Confesso que estou otimista quanto a uma vitória sobre o campeão inglês.

Os ucranianos do Dínamo de Kiev são um “cliente” habitual, e que, em regra geral nos temos saído bem. Quanto aos israelitas do Maccabi, serão teoricamente o parente pobre do grupo, mas que, se queremos ter uma fase de grupos tranquila não podemos deixar escapar pontos contra eles. Por vezes são estes jogos que ditam os apuramentos.

Resumindo, temos todas as possibilidades de apuramento, desde que consigamos ser pelo menos tão competentes como na época passada na Champions.

Mais do mesmo!

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Nova época, novos jogadores, mas o mesmo futebol sem ideias e lento da época passada.

Foi um FC Porto sem chama este que se apresentou na Madeira, num jogo em que se impunha uma entrada em força, a não deixar respirar um adversário que já se sabe que faz dos jogos contra nós a salvação da época, mas nada disso aconteceu. Entramos muito mal, lentos, sem soluções e para culminar essa péssima entrada sofremos na primeira (e única durante todo o jogo) oportunidade que o clube da casa dispôs. Cissoko ficou mal, muito mal na fotografia.

A partir daí lá fomos tentando reagir, mas sempre sem grande clarividência e com pouca ou nenhuma velocidade, com exceção de Varela, que no seu estilo trapalhão ainda era o único a dar profundidade ao jogo.

O nosso jogo é demasiado previsível, sempre com passes curtos à entrada da área, ninguém remata de longe, ninguém (com exceção de Varela) vai à linha e cruza a preceito. Mesmo assim e num lance algo confuso dentro da área lá conseguimos empatar por intermédio de Herrera, resultado que abria as portas para pela primeira vez na era Lopetegui podermos dar a volta a um resultado negativo.

Mas puro engano, a segunda parte trouxe um FC Porto ainda pior que o da primeira, com mais uma exibição incompreensível, igual a tantas outras da época passada.

Lopetegui também esteve muito mal no banco. A garra que tem durante o jogo não a consegue passar para dentro, nem o seu futebol demonstra isso. Quando perto do fim troca Aboubakar por Osvaldo demonstra que não sabe jogar de forma diferente daquela que joga, não arrisca, tem receio e espera apenas e só por um golpe de sorte. Golpe esse que até poderia ter acontecido na última jogada do encontro, quando Maxi cabeceia à barra. A bola não entrou, não ganhamos, e honestamente também não fizemos muito para ganhar.

Quanto a destaques, pela positiva destaco Danilo Pereira. Grande trinco que está ali. Muito forte a defender e no seu estilo possante consegue galgar terreno no ataque.

Varela também esteve bem no tempo que esteve em campo. Maxi Pereira muito bem a atacar, sendo dele até a última oportunidade do encontro.

Pela negativa destaco Cissoko. Na passada sexta feira em conversa com um grande amigo, dizia-lhe que para mim a saída de Alex Sandro foi a única que não foi bem colmatada. O francês não me inspira confiança. Fez meia época boa aqui e depois saiu regressando como um dispensado do Aston Villa e o certo é que a sua estreia nada de bom trouxe. Espero que ainda corrija e me faça mudar de opinião, mas temo que não o conseguirá fazer.

Imbula também esteve muito mal. Parece-me que não tem forças para aguentar os 90′, o que num jovem de 20 milhões de euros é muito grave. Revela bons pormenores mas terá de fazer bem mais que ontem.

Lopetegui também esteve mal. Tenho sido um defensor do técnico espanhol, e quem me conhece sabe como é dificil para mim admitir que estou errado, mas desta vez começo a achar mesmo que o espanhol não tem unhas para esta “guitarra”. Não consegue pôr a equipa a jogar um bom futebol. Joga sempre da mesma forma, quer esteja a ganhar, a empatar ou a perder. Ontem impunha-se algo mais vindo do banco. Muito se falou que a vinda de Bueno seria para experimentar um sistema alternativo, com dois avançados e ontem tinha sido o jogo ideal para o fazer. Quando precisamos de ganhar e se tira o extremo que estava a criar mais desiquilibrios e depois troca-se de pontas de lança só demonstra que ele não sabe jogar de outra maneira. Ontem tinha de ter posto “toda a carne no assador”. Mesmo que não desse em nada, teria de o ter feito. Uma equipa que quer e tem de ser campeã tem de demonstrá-lo em campo, não o pode ser só em teoria. Para que servem as hastags #vamosportocaralho, #somosporto, #semigual, se dentro de campo somos #amorfospara caralho?

Em suma, um empate logo à segunda jornada que trava por completo toda a euforia vivida fora das quatro linhas. Esperemos que para a semana contra o Estoril voltemos às vitórias, se possível com uma grande exibição.

Uma palavra para um treinador de um dos nossos adversários. Ontem ouvi JJ a queixar-se da arbitragem. Não vi o jogo e ainda não vi sequer um resumo desse jogo, mas o que tenho a dizer é que agora sem o “manto sagrado” a protegê-lo, já o ouvimos a queixar-se das arbitragens. É caso para dizer: “pimenta no dito cujo dos outros, é mel para nós”. É muito fácil ter fair play quando temos tudo a nosso favor. quando não temos é que complica tudo.

Difícil de entender!

Alex Sandro foi vendido à Juventus por 26 milhões de euros. Ao ler a noticia existe uma dúvida que me assalta. Há poucos dias atrás, numa entrevista ao jornal Ojogo, Pinto da Costa diz ter recusado uma proposta de 30 milhões. A ser verdade vendemos mais barato do que poderíamos ter vendido. Desportivamente é uma saída que nos enfraquecerá, mas perfeitamente entendível dado que correríamos o sério risco de o ver sair a custo zero na próxima época. Agora, depois de se saber de uma proposta de 30 milhões, vender por 26 milhões, não me parece ser o negócio do ano.

De todas as formas, desejo ao brasileiro toda a sorte do mundo. Nas épocas que cá esteve, e com exceção de uma (Paulo Fonseca), sempre esteve muito bem e sempre foi um bom profissional dentro de campo.