Exagerado agora ou benevolência anteriormente?

Ontem ouvi, quer da boca do nosso treinador, quer da boca do nosso Presidente lamentos acerca do exagero de cartões amarelos que Maxi Pereira tem levado (4 em 5 jogos).

Para mim isso é uma falsa questão. Todos, repito TODOS nós farta-mo-nos de dizer estes anos todos que o uruguaio era um “caceteiro” de primeira, que caso não vestisse de vermelho estaria muitas vezes na rua, etc, etc, etc.

Ora tudo isso é verdade e não é por ele ter mudado para o nosso clube que devemos mudar o discurso. Não questiono a qualidade e o profissionalismo dele. Confesso que engoli um sapo do tamanho do mundo quando ele veio, mas tenho de dar o braço a torcer e reconhecer que tem sido de uma enorme utilidade. Agora que ele era e continua a ser um jogador dado a levar muitos cartões é um facto. Por isso, dizer que é um exagero o número de cartões que tem levado, não me parece ser essa a questão.

O que podíamos e deveríamos questionar era porque carga de água é que anteriormente ele não os levava. Isso sim é que é um case study.

Neste país, se vestes as “camisolas berrantes” és visto de uma maneira bem mais benevolente do que se vestires outra qualquer cor.

Maxi não é o único exemplo. Javi Garcia saiu para Inglaterra e logo ficou com esse “rótulo” de jogador violento. Tanto ficou que acabou por se tornar a pior contratação da liga inglesa nessa época, tendo sido recambiado para a Rússia.

Outro caso mais recente é o do estratosférico Enzo Perez. Aqui era considerado por todos (menos por nós portistas) um jogador ao nível dos melhores do mundo. Tal era a campanha pró Enzo que até conseguiram que ele fosse convocado para o Mundial pela Argentina. Tal foi a campanha que até o venderam muito bem vendido para o Valência. Só que após a sua chegada, e ao fim de poucos jogos, o argentino sentiu na pele o efeito benevolência de que foi alvo em Portugal. Pois lá levava amarelos em todos os jogos originando com isso o seu afastamento do 11 titular. O desgraçado pouco ou nada jogou, chegando ao ponto de criticar as arbitragens de lá, dizendo que em Espanha ele nem falar podia. Pois é caro Enzo, ias muito mal habituado daqui.

Resumindo e concluindo, a Maxi resta continuar a ser o profissional que é, esperando que leve o mínimo de cartões possível e que se vá habituando à ideia que aqui é diferente.

Aqui para vencermos temos mesmo de ser os melhores. Temos de suar mais, que correr mais, que lutar mais.

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